terça-feira, 29 de setembro de 2009

A ORIGEM DA EXPRESSÃO "PONTÍFICE MÁXIMO" E SUA RELAÇÃO COM A RELIGIÃO

A cidade de Roma nasceu de um aglomerado de casas construídas próximas de uma ponte que atravessava o Rio Tibre (Tibre e não Tigre), muito provavelmente no final do II milênio a.C.

A dita ponte foi vital para o florescimento da cidade de Roma, uma vez que ela pertencia a uma importante rota comercial.

A importância que os romanos atribuíram a essa ponte foi tão grande que o título Pontifex Maximus ou grande construtor de pontes foi dado ao sumo sacerdote da religião romana, uma vez que a ponte tem por finalidade ligar dois extremos, assim como a religião tem por fim ligar dois mundos.

Essa tradição não desapareceu e o líder máximo da Igreja Católica Apostólica Romana, cuja sede da Igreja está em Roma, passou também a ser chamado de Pontífice ou Sumo Pontífice.

Portanto, esse título é de origem pagã.

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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PISOU NA BOLA E PISOU FEIO. CONHEÇA O MAIOR ERRO DA SUPREMA CORTE JUDICIAL BRASILEIRA

Quando Marechal Deodoro da Fonseca renunciou, em novembro de 1891, deveria haver novas eleições para se escolher o Presidente da recente criada República Federativa do Brasil, conforme o Art. 42 da Constituição Federal então vigente, o qual determinava a obrigatoriedade de novas eleições, no caso de vaga da Presidência, por qualquer motivo e se não tivesse decorrido o tempo de dois anos do período presidencial.

Marechal governou apenas 9 meses, o que forçosamente exigia novas eleições.

Todavia, o vice de Marechal era Floriano Peixoto, que se negou a convocar novas eleições. Os militares se revoltaram e reivindicaram novas eleições. Um desses generais era Clarindo de Queiroz, cearense bastante conhecido em nosso Estado. Ocorre que Floriano mandou prender os treze maiores oficiais-generais do exército e da marinha e, por cima, ainda desaficou a própria Constituição Federal.

Rui Barbosa, conhecido advogado brasileiro, entrou com um Habeas-Corpus junto ao Supremo Tribunal Federal a fim de que os generais fossem soltos. Quando Floriano Peixoto soube da petição, disse o seguinte: "Se o Supremo Tribunal Federal conceder o Habeas-Corpus, quem vai conceder Habeas-Corpus ao Supremo?"

Mesmo não havendo a menor dúvida no texto constitucional, o Supremo negou o pedido e Rui Barbosa teve que se exilar na Inglaterra.

Inegavelmente esse fato foi o caso mais aberrante de um ato praticado pela Justiça brasileira. Pela maior Corte de Justiça do Brasil.
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

CACHORRO SANTO PASSOU A SER INVOCADO EM PLENA IDADE MÉDIA DEPOIS QUE FOI MORTO POR ENGANO

Na segunda década do século XIII d.C. um frade dominicano nos trouxe um relato um tanto curioso. Contou ele que um cachorro fora morto depois que foi acusado de matar uma criança, quando, na verdade, descobriu-se que ele tentou salvar a criança de uma serpente, a grande responsável pela morte do bebê.

Descoberta a verdade, o cão foi enterrado em um poço que ficava diante de um castelo. Foram plantadas algumas árvores no local em memória do cão.

Ocorre que algum tempo depois o castelo fora destruído, em cuja ocasião os camponeses teriam dito que Deus seria o responsável pela destruição do castelo, em vigança à morte do cachorro. O local ficou deserto.

Mas as pessoas não cessavam de visitar o túmulo do cão. Ano após ano aumentava o número de fiéis que se dirigiam ao local ou individualmente ou em forma de procissão a fim de pedir a intercessão do animal, principalmente quando se tratava de crianças doentes.

Somente no século XIX foi que acabou esse ritual, mesmo sabendo que os restos mortais do cão foram exumados e queimados posteriormente, assim como as árvores plantadas em homenagem ao cão santo, por ordem de Jean-Claude Schmitt, sacerdote responsável pela diocese de Lyon, famosa cidade francesa.

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

PREFEITURA E MUNICÍPIO: NO PRINCÍPIO AMBOS TINHAM SIGNIFICADOS TOTALMENTE DIFERENTES

Se perguntarmos a um cidadão qualquer, mesmo com pouca instrução escolar, qual a diferença atual entre Prefeitura e Município, certamente ele dará a mesma resposta que daria uma pessoa com maior instrução, ainda que através de palavras diferentes.

Em linhas gerais, hoje a Prefeitura é a sede do Município.

Os termos município e prefeitura foram inicialmente empregados pelos romanos, provavelmente no início do período republicano, que vai de 509 a 27 a.C., quando o período de expansão daqueles povos ganhou expressão.

Quando um território italiano era conquistado, os romanos lhe davam o nome de Município, Prefeitura ou Socil.

Se fosse um Município, o território poderia eleger seus próprios dirigentes. Se fosse uma Prefeitura, esta não tinha a liberdade para fazer o mesmo, cujos dirigentes eram nomeados por Roma. Se fosse um Socil, havia um tratado com Roma, como se fosse uma nação amiga.

Portanto, originalmente as Prefeituras tinham menos privilégios do que os Municípios, mas ambos eram completamente independentes um do outro, mas, obrigatoriamente subordinados à velha Roma.
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

"A REVOLTA DO MONTE SAGRADO": A PRIMEIRA GRANDE GREVE DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE

Ela aconteceu no ano 494 a.C., na antiga Roma, bem no início do período republicano (506 a 27 a.C.). Pelo que consta, foi uma greve pacífica, o que não impediu de surtir algum efeito desejado.

Ignorados pelos patrícios, que representavam a elite romana, os plebeus - que representavam a classe pobre - deflagraram uma greve geral, porém com características próprias: resolveram abandonar, em massa, a velha Roma e se dirigiram a um monte não muito distante da cidade.

Vendo-se perdidos sem os plebeus, os quais eram essenciais à vida econômica e militar de Roma, os patrícios decidiram dialogar com os ressurretos a fim de reverter, em caráter de urgência, aquele quadro desolador e letal à sobrevivência da velha cidade.

A plebe (de onde surgiu a palavra plebiscito) reivindicava pelo menos o direito de defesa nas assembleias. Conseguiram mais do que isto: foi criado o Tribunato Plebeu.

Alguns anos depois (471 a.C.), conseguiram que seus tribunos fossem escolhidos pelos próprios plebeus. Vinte e seis anos depois dessa nova conquista, conseguiram que plebeus se casassem com patrícios. Em 367 a.C. angariaram o direito de não serem mais presos por dívida. Sessenta e sete anos depois, a igualdade religiosa, e 13 anos depois, uma grande conquista: o Senado romano não mais poderia anular as decisões realizadas em plebiscitos. Conforme foi dito antes, plebiscito deriva de plebe.

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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

OS ASTROS E A INFLUENZA A (H1N1): O QUE ELES TÊM EM COMUM?

Hoje é comum falar e ouvir a palavra influenza. A gripe suína, que se propagou rapidamente pelo mundo, é responsável direto por sua divulgação que, no português, significa 'influência', como é de se imaginar.

Na última curiosidade postada neste blog ficou registrado que o grande temor de que os demônios fossem os responsáveis pela gripe no ser humano levou este, na Idade Média, a criar expressões de cunho religioso, com o fim de se buscar proteção divina.

Todavia, essa crença é antiga e remonta ainda a épocas bem anteriores à Idade Média (mas foi nela que se chegou ao ponto máximo). Hipócrates (460 a 377 a.C.), por exemplo, é considerado o pai da medicina por ter sido - segundo registros atuais - o primeiro médico a dissociar as doenças do mundo sobrenatural.

Antes dele, porém, também já se acreditava na influência dos astros sobre o ser humano. Depois dele, também.

Coincidentemente, pelos idos da Idade Média, não somente se imaginava que as doenças eram causadas por espíritos maus, como também se acreditava e se ensinava que os astros poderiam influenciar poderosamente o ser humano, de modo que qualquer doença seria interpretada como sendo uma resposta negativa dessa influência astrológica.

Tal crendice chegou a ser tão forte e tão frequente, que, originalmente, a palavra influenza significou, portanto, que uma pessoa doente teria sido alvo de uma atuação dos astros sobre ela.

Ou seja, se Chico estava com gripe, Chico estava com influenza. Hoje, a dita palavra está diretamente ligada à gripe.

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terça-feira, 8 de setembro de 2009

A ORIGEM DA EXPRESSÃO 'DEUS TE DÊ SAÚDE', PRONUNCIADA LOGO APÓS O ESPIRRO DE ALGUÉM QUE ESTÁ PRÓXIMO

Era comum, na Idade Média, as pessoas atribuírem causas de natureza espiritual às doenças ocorridas no ser humano. Não importava se a doença era mais grave ou não. Naquela época, em que a Igreja dominava praticamente tudo o que dizia respeito às informações e proliferações de cunho científico - pois impedia o desenvolvimento desta - não era raro ela se pronunciar dando conta de que o demônio estava por toda parte.

As pessoas tinham medo do futuro, tinham medo dos castigos anunciados pela Igreja. A palavra dessa organização religiosa era temida e, se houvesse alguém que discordasse dela, estaria sujeito a ser duramente penalizado.

Criou-se o hábito de se acreditar que uma pessoa gripada estaria possessa por demônios. Quando alguém espirrava, espelia-se saliva que, para os medievais, estava repleta de capetinhas. Daí, quem estava perto, repelia tais capetas com a expressão "DEUS TE DÊ SAÚDE", porque, segundo eles, era uma forma de cessar a causa de proliferação de demônios. Para os tais, não adiantava exorcizar os capetas que saiam pela saliva do doente. Era mais conveniente profetizar a saúde do pobre coitado.

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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL NÃO OCORREU NO DIA 7 DE SETEMBRO DE 1822

Pois é. Essa novidade é defendida por alguns pesquisadores brasileiros que investigam a fundo esse tema. Segundo os tais, o episódio que ocorreu no riacho Ipiranga não teve nada de expressivo, se comparado com outros eventos ligados à separação do Brasil de Portugal.

Para chegar a essa conclusão os especialistas se basearam num conjunto de acontecimentos que se deram ao longo do século XIX.

O primeiro indício aponta para uma longa carta que D. Pedro I havia escrito para seu pai no dia 22 de setembro de 1822, portanto no mesmo dia do provável grito de independência. Na referida carta, o imperador sequer faz menção ao referido fato.

No dia seguinte, D. Pedro enviou uma carta aos paulistas e outra vez faz absoluto silêncio com relação ao que supostamente ocorrera no Ipiranga. Seria óbvio imaginar que ele não deixaria de citar esse evento, caso tivesse expressivo valor naquele contexto.

Para piorar, os primeiros jornais da época sequer fazem menção à data 7 de setembro como sendo um dia que significasse o passo decisivo para a proclamação da Independência.

E como teria surgido, então, a referida data como crucial para a proclamação da Independência do Brasil?

Somente em 1826 é que o 7 de Setembro passou a ser festejado. Até então, outras datas eram vistas como mais apropriadas para se comemorar o aludido ato, dentre as quais podem ser citadas: 9 de janeiro (Dia do Fico), 12 de outubro (D. Pedro foi aclamado como imperador) e 1º de dezembro (data da coroação do imperador).

Somente com a ascensão do Estado de São Paulo no cenário nacional - por causa do café - é que ocorreu a ascensão do dia 7 de setembro como um dia significativo para a independência do país, haja vista que o grito de D. Pedro teria ocorrido em São Paulo, no Ipiranga. Enfim, mais parece uma manobra política do que uma verdade histórica.

E para completar, não somente o dia 7 de setembro, como os dias 21 de abril e 15 de novembro ganharam tamanha importância no país. Por quê?

Porque o Brasil foi fortemente impregnado por uma doutrina chamada Positivismo, cujo pai é Augusto Comte. Esta doutrina defendeu, além de muitas outras coisas, a exaltação ao Estado, a organização do Estado, a necessidade de se gerar ordem na sociedade - sem falar que as referidas datas serviram  (e ainda servem) como uma alternativa para engrandecer o Estado (e não a sociedade como um todo) em detrimento do individualismo humano, que está obrigado a servir à Pátria quando convocado.

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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

LAMPIÃO, PADRE CÍCERO E O FISCAL DO GOVERNO FEDERAL

Padre Cícero, considerado milagroso por uma grande parcela católica, era muito próximo de Lampião, o rei do cangaço. Com a intenção de derrubar a Coluna Prestes, que pregava o comunismo, o Governo Federal, na década de 20 do século XX, , autorizou Padre Cícero a nomear Lampião com a patente de "Capitão".

O cangaceiro foi a Juazeiro do Norte-Ce para a posse. Lá recebeu muita munição e as ordens inequívocas para banir a Coluna Prestes e ainda seria homenageado com o título de Capitão, patente bastante sonhada nos rincões nordestinos.

Como em Juazeiro do Norte a maior autoridade do Governo Federal era um Fiscal da Agricultura, este assinou o Termo de Posse do capitão Virgulino Ferreira, o dito Lampião.

Antes de morrer Padre Cícero afirmou que caberia ao Deputado Federal Floro Bartolomeu, amicíssimo do padre, a obrigação de presidir o ato cerimonial em pauta. Como o referido deputado estava doente naquele dia, hospitalizado no Rio de Janeiro, Cícero Romão Batista teria ficado com essa obrigação.
 
Ocorre que ao descobrir que o documento era falso e que ele não seria visto pelo Governo como Capitão, desistiu de lutar contra os comunistas e ainda ficou com todo o armamento presenteado.
 
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ORIGEM DO USO DE VESTES DIFERENTES ENTRE PROMOTORES E ADVOGADOS

Já é farta a notícia de que o Direito Romano influenciou consideravelmente o Direito no Ocidente. A partir do governo do Imperador Claúdio (41 d.C. - 54 d.C.), os advogados romanos usariam roupas diferentes, dependendo da situação deles dentro do litígio.

Assim, para o advogado que acusava (hoje seria o Promotor de Justiça), a roupa era diferente da roupa do advogado que oferecia a defesa.

Essa novidade só foi à tona porque num julgamento de um estrangeiro que se passara por cidadão romano, foi travada uma disputa entre os advogados para saber se o órgão de defesa falaria de toga ou de capa. Infelizmente Caio Suetônio, autor do texto romano (escrito no início do II século d.C.) não nos afirma quem venceu a peleja, mas nos informa que, para mostrar imparcialidade, o Imperador Cláudio (41 d.C. a 54 d.C.) deixou a questão bem definida.

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TRÊS TIPOS DE FELICIDADE

Aristóteles (384 a.C. - 322 a.C.) defendia que existem basicamente três maneiras distintas de se alcançar a felicidade.

A primeira delas é através de uma vida voltada ao prazer, à satisfação da carne.

Atualmente seriam aqueles que primam por uma vida de orgia, de bebedeiras, de sexo com diferentes parceiros e afins.

A segunda seria através de uma vida responsável, comedida.

Atualmente seriam aqueles que se esforçam para que não estejam em desacordo com as leis vigentes. Deste modo, uma simples dívida não paga seria o necessário para tirar o sono e a paz de uma pessoa desse tipo.

A terceira e última seria através de uma vida filosófica. Estes seriam aqueles que se voltam para o mundo introspectivo, para o estudo, para o desejo de, com o seu conhecimento, trazer algo de valioso para a humanidade.

Atualmente seriam os cientistas, escritores e afins.

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O NARIZ NO INÍCIO DA IDADE MODERNA

No início do século XVI havia intelectuais que, no intuito de "educar" os jovens, recomendavam que estes deveriam manter o nariz sempre limpo, bem como, ao assoá-lo (o nariz), jamais se deveria fazer-se utilizar da franja da roupa.

Segundo esses "intelectuais", limpar o nariz no braço ou sobre o cotovelo é próprio dos salgadores. Também não se recomendava limpar o nariz com as mãos e depois esfregá-las nas vestes.

Quando se assoasse o nariz com os dois dedos e se o muco nasal caísse sobre o chão, deveria imediatamente cobri-lo (o muco) com terra, a fim de que as pessoas não sentissem nojo ao ver o dito objeto.

Também se recomendava que, ao assoar o nariz, a pessoa não deveria fazê-lo de modo que produzisse barulho, visto que tal costume era uma prática comum aos animais.

E afinal, qual a maneira adequada para se assoar o nariz (no início da Idade Moderna)?

Torcendo um pouco a cabeça para o lado, e fazendo uso de lenços. Sem barulho e discretamente, claro!

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PROMESSA DE REI ERA SELADA COM SANGUE

Já no início do segundo século d.C. escritores narravam que era costume dos reis, quando faziam uma aliança entre si, entrelaçar as mãos direitas e atar os polegares com o nó.

Depois, quando congestionavam as extremidades, faziam uma leve picada, de modo que saía sangue, o qual era mutuamente lambido por ambos os reis, como sinal de que a aliança teria um caráter sagrado, visto que envolvia o sangue dos dois reis.

Não é por menos que se perdurou a famosa frase: "Fulano tem palavra de rei".

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O PORQUÊ DA ALIANÇA DE CASAMENTO SER USADA NO QUARTO DEDO DA MÃO ESQUERDA.

Os antigos judeus acreditavam que no quarto dedo da mão esquerda havia uma veia que estaria diretamente ligada ao coração e que a referida veia seria a responsável pelo amor que eles sentiam pela esposa.

Acreditavam, ainda que usar aliança no dedo da mão direita seria coisa de gay, por isso optavam sempre pela mão esquerda. No início somente os homens usavam a aliança com essa conotação, e depois as mulheres passariam a fazer o mesmo.

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A PRIMEIRA AGÊNCIA DO BANCO DO BRASIL NO CEARÁ

O Banco do Brasil foi uma criação de D. João VI, em 1808, quando chegou ao país. Todavia, somente em 1913 (mais de 100 anos depois) é que o Ceará recebeu a 1ª agência do referido banco. Pouca gente sabe, mas algumas décadas depois de sua criação o bb faliu, sendo ativado em pouco tempo.

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CONHEÇA A ORIGEM DA EXPRESSÃO: "PREFEITURA É UMA VACA BOA DE LEITE."

Faustino de Albuquerque foi um Desembargador do Tribunal de Justiça do Ceará. Chegou a presidir o Tribunal Regional Eleitoral do Estado e posteriormente governou o Estado do Ceará de 1947 a 1951.

Entrou para a história como um governante autoritário e perseguidor. Certa vez estava adoentado em seu Sítio, no município de Pacatuba (próximo à Fortaleza), quando recebeu a visita de um repórter que o fotografou diversas vezes. Uma dessas fotos revelou o então Governador ao lado de uma bela vaca leiteira, carinhosamente chamada por ele de 'Chiquita Bacana'.

Faustino dizia ainda que aquela vaca era como uma mãe adotiva para ele. Não custou muito e o episódio virou chacota na imprensa local, de modo que a imagem do Governador associada à vaca leiteira perdurou por muito tempo entre a população cearense.

Hoje, ser chefe de cargo executivo no Brasil é visto, entre as massas cearenses, como uma boa oportunidade para se "mamar" nas tetas da vaca leiteira.

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terça-feira, 1 de setembro de 2009

PIOLHO É CONFUNDIDO COM MODA NO BRASIL

Quando a comitiva imperial que trouxe D. João VI (pai de D. Pedro I) chegou ao Rio de Janeiro, em março de 1808, a sociedade carioca (ricos e pobres) foi recepcioná-la no cais.

Ocorre que, durante a viagem de Portugal ao Brasil, houve uma praga de piolhos nos passageiros, de modo que mulheres tiveram que raspar a cabeça.

Pensando tratar-se de uma moda na europa, as brasileiras passaram a raspar a cabeça também e ganharam um "arzinho" de feiura estampada a olhos vistos. Não era moda, era piolho.

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CARLOS JEREISSATI (PAI DE TASSO JEREISSATI) FOI BENEFECIADO POR GETÚLIO VARGAS

Contam alguns historiadores cearenses que Carlos Jereissati, pai do Senador Tasso Jereissati e filho de libanês, em meados do século XX teve considerável ajuda de Getúlio Vargas, quando este aceitou que Carlos Jereissati pagasse o imposto de importação de mercadorias bem abaixo daquele que vigorava no Brasil.

Quando esteve em Fortaleza, Getúlio ficou hospedado em sua casa, pois eram amigos próximos. Talvez isso explique o conluio.

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