quarta-feira, 30 de junho de 2010

MÉDICOS AFIRMAVAM QUE AS MULHERES SENTIAM-SE EXCITADAS AO ANDAREM DE BICICLETA

A bicicleta que conhecemos hoje surgiu na Europa, na segunda metade do século XIX. Era coisa de homem, exclusivamente de homem.

As poucas mulheres que se aventuraram a pedalar sobre uma bicicleta eram malvistas pela sociedade, então altamente machista.

Havia muitos motivos para desestimular o uso da bicicleta pela mulher. Vários médicos asseguravam que a atividade de pedalar causava sérios riscos à saúde feminina, como o aborto e a falta de esterilidade.

Uma parcela menor dos médicos do século XIX dizia ainda que, enquanto pedalava, a mulher poderia se sentir excitada ao se esfregar sobre a sela da bicicleta. Tal fricção - segundo a opinião corrente da época - poderia despertar a mulher para a vida sexual, mesmo as casadas (propensas ao adultério) e poderia despertar as moças solteiras à atividade prematura da vida sexual.

Por outro lado - embora em menor número - havia médicos que diziam ser a bicicleta um ótimo instrumento para melhorar a saúde da mulher, pois alegavam que os passeios sobre as referidas bicicletas proporcionavam bem-estar. Estes mesmos médicos rebatiam as ideias de que a mulher perderia a esterilidade, bem como de que estaria mais propensa ao aborto.

A vida feminina sobre a bicicleta (no século XIX e começo do século XX) é apontada, hoje, como um dos recursos que em muito contribuíram para a independência feminina.

Houve, mesmo no século XIX, mulheres que participaram de corridas ciclísticas, atividade exclusivamente masculina. Algumas feministas se engajaram publicamente na defesa do uso da bicicleta pelo "sexo frágil".

Ela chegou ao Brasil no final da última década do século XIX. O preço de custo era altíssimo, de modo que somente um grupo elitizado - principalmente do Rio de Janeiro e de São Paulo - poderia desfrutar deste transporte revolucionário para a época.

A bicicleta ainda foi responsável por modificar - aos poucos - o modelo das roupas femininas, cuidadosamente adaptadas à nova realidade.

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terça-feira, 29 de junho de 2010

TUDO EM NOME DA BELEZA: CONHECIDA RAINHA TOMAVA BANHO COM LEITE DE ANIMAL PARA FICAR COM A PELE MAIS BONITA

Em outra postagem dissemos que na velha Roma as mulheres tinham o hábito de dormir com uma espécie de emplastro no rosto, constituído - dentre outros produtos - de leite de jumenta.

Cleópatra, que ainda hoje povoa o imaginário masculino, foi mais adiante: diariamente ela tomava banho com leite de jumenta, receita indicada para hidratar a pele.

A mesma Cleópatra tinha outros segredos para enfeitiçar os homens: constantemente fazia uso de um produto utilizado para contornar de preto os olhos. Havia milênios que tal recurso vinha sendo utilizado pelas mulheres, mas foi ela quem de fato popularizou esta prática.

A vaidade feminina sempre foi marcante nos diferentes períodos históricos. Não somente elas, mas eles também se deixaram seduzir pelo desejo de encantar o sexo oposto a partir da maquiagem. Na França pré-revolucionária, por exemplo, ambos os sexos pintavam exageradamente os rostos; queriam ficar com a pele mais esbranquiçada.

Já na Idade Média as mulheres se utilizavam de sanguessugas para retirar o excesso de sangue da face.

Diante de tanta vaidade feminina, grande parcela do sexo masculino olhou com certa desconfiança e com uma moderada reprovação de tal prática.

Na velha Roma havia escritores que chegaram a narrar sentirem repugnância ao olharem os rostos femininos, que ficavam adulterados pela maquiagem.

Já na Idade Moderna alguns enxergaram na maquiagem um recurso artificial e altamente perigoso, suficientemente capaz de levar o homem a um erro que poderia lavá-lo a se arrepender pelo resto da vista - literalmente.

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segunda-feira, 28 de junho de 2010

OS ACESSOS DE RAIVA DE UM PACIFISTA MUNDIALMENTE CONHECIDO

Atualmente a África do Sul e seu líder maior, Nelson Mandela, estão no centro das atenções mundiais.

Ele - Mandela - chegou a ser homenageado, em 1993, com o prêmio Nobel da Paz. É, merecidamente, respeitado em todo o planeta por sua luta social em prol do fim do Apartheid, fato este mundialmente conhecido.

O que poucas pessoas devem saber é que este pacifista nem sempre foi tão pacato assim. Evidentemente isto não macula sua importância histórica.

Ao sair da prisão, em fevereiro de 1990, ele acenava e distribuía sorrisos, mas tinha acabado de discutir com sua esposa, com quem gritou asperamente.

O motivo dos gritos de Mandela com Winnie, sua esposa, se deveu pelo fato dela ter chegado atrasada ao evento (sua saída da prisão) porque estava no salão de beleza. A demora foi calculada em 2 horas.

Como o evento estava sendo aguardado em todo o mundo, o atraso em duas horas foi o suficiente para um início de quebra-quebra em Joanesburgo.

Mandela foi casado mais de uma vez e provavelmente teve muitas amantes. Quando a primeira esposa lhe reclamou sobre seus casos extraconjugais, ele se irritou, mudou sua cama para a sala e deixou de falar com ela.

Quando presidente da África do Sul, chegou a dar grandes socos na mesa e broncas em uma de suas secretárias, que havia tirado fotos íntimas e concedido uma entrevista a uma revista pornográfica.

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domingo, 27 de junho de 2010

BRASIL: O CHEFE DE ESTADO QUE GOSTAVA DE ANDAR COM UM PENICO, COSTUMEIRAMENTE USADO EM SEUS PASSEIOS DE FINS DE TARDE

Na história do Brasil há, sem dúvidas, muitos fatos e personagens pitorescos. A narrativa do fato que você lerá agora certamente faz parte desse grupo seleto.

Houve um chefe de estado que gostava de fazer passeios nos fins de tarde. Não ia sozinho; saia com alguns familiares e com alguns subordinados, todos prontos para cumprirem as ordens da então maior autoridade do Brasil.

Em tais passeios, costumava levar consigo um penico e uma armação composta de três peças que servia de um vaso sanitário.

Comumente ele emitia ordens para que a comitiva parasse. O chefe de estado queria fazer cocô. Descia do transporte que o conduzia com uma certa dificuldade, e se aproximava do vaso sanitário, previamente adaptado às suas necessidades e à sua fisiologia.

O camareiro - que fazia parte da comitiva -tinha o dever de desabotoar as calças de seu senhor e baixá-las, até que este pudesse fazer suas necessidades fisiológicas.

Ele fazia cocô na presença de todos, mesmo das mulheres. Concluído o doloroso dever sagrado, um empregado particular se aproximava e limpava o bumbum daquele apático chefe de estado.

Uma vez limpo, o mesmo camareiro que desabotoara suas calças se aproximava para abotoá-las.

E o passeio continuava, até que a hora da fome chegasse - um dos momentos mais esperados por esse misterioso homem. Em pleno passeio ele pedia sua merenda: frango assado, seu prato predileto.

Costumava levar pedaços de frangos nos bolsos de seu velho casaco (que sempre andava sujo), os quais eram comidos de tempos em tempos. Muito provavelmente ele não lavava as mãos antes de pegar nos saborosos pedaços de frango, mesmo depois de ter feito o cocô a que nos referimos acima.

Costumeiramente parava para conversar com as pessoas, comendo frango e se deleitando com a paisagem.

O nome desse chefe de estado é D. João VI, pai de D. Pedro I.

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sexta-feira, 25 de junho de 2010

PRIMEIRO IMPERADOR SE APROVEITA DO PODER PARA CONSTRANGER SEXUALMENTE MULHERES CASADAS

Estamos falando de Otávio Augusto, primeiro imperador romano. Antes de se tornar o chefe absoluto de todo o Império, dividiu o poder com Lépido e Marco Antônio, de cuja associação nasceu o Segundo Triunvirato.

Augusto tinha fama de mulherengo, apesar de que em seu governo tentou implantar leis que contornassem os costumes morais, então corrompidos.

Quando se sentia impulsionado a fazer sexo, não controlava seus instintos. Uma vez recebeu alguns convidados em sua casa, dentre os quais estavam um cônsul e sua esposa. Augusto sentiu-se atraído pela mulher de seu convidado.

Quando estavam na sala de jantar, pediu, na presença de todos, que a mulher o acompanhasse até um local reservado: seu quarto. Ao retornarem, todos perceberam que as orelhas dela estavam vermelhas, bem como seus cabelos estavam "assanhados".

Alguns de seus amigos pessoais tinham hábitos nada comuns, os quais eram aprovados por Augusto: costumavam seduzir mulheres casadas para que se dirigissem, acompanhadas de suas filhas menores, a ambientes reservados a fim de que eles as examinassem minuciosamente (mãe e filha).

Tal postura levou o amante de Cleópatra a repudiar Augusto, e o fez através de algumas cartas que lhe foram enviadas, diretamente do Egito.

Uma vez usou do dinheiro público para promover uma verdadeira orgia: os convidados e as convidadas deveriam comparecer vestidos de deuses gregos e romanos, oportunidade na qual ele se apresentou como Apolo, o deus da beleza, da perfeição física.

Essa festança trouxe escândalos em Roma, o suficiente para que surgissem versos e outras composições literárias criticando a atitude de Otávio Augusto. Parte destas composições chegaram até nós.

Quando velho, tinha o hábito de corromper as moças virgens, que eram cuidadosamente selecionadas, muitas vezes com a ajuda de sua própria esposa.

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quinta-feira, 24 de junho de 2010

O HOMEM PERFEITO SEGUNDO OS RENASCENTISTAS E SEGUNDO A TEOLOGIA CRISTÃ

Na Bíblia está escrito Sede santo, porque eu sou santo. Segundo o referido livro sagrado, o ser humano pecou e está destituído da glória de Deus, o que justifica a intervenção de um salvador.

O mandamento divino encontrado na frase transcrita logo acima sugere que o ser humano deve prosseguir em busca da obediência à vontade de Deus, do Deus bíblico, a fim de que atinja o grau de santificação desejado pelo criador.

Qualquer tentativa de desobediência a Deus implicará o regresso dessa escala de perfeição. Em suma, essa oscilação vertical tem por único parâmetro a obediência.

Tal pensamento durou muitos séculos, mesmo nos círculos menos religiosos. A olhos vistos, a ruptura ocorreu durante o Renascimento, cujo marco central foi o Antropocentrismo, a tentativa de colocar o homem no centro da vontade humana, das atenções humanas.

Os renascentistas acreditavam que uma pessoa poderia vir a aprender e saber tudo o que é conhecido. Esta crença foi o necessário para impulsioná-los à incessante busca pelo conhecimento.

Além de sinônimo de status, conhecer o maior número de informações era uma necessidade, uma forma de se aproximar da perfeição humana. Este modo de pensar simplesmente levou não somente o homem renascentista, mas outros que viveriam nos séculos vindouros a empreenderem esforços no sentido de estudarem o maior número possível de disciplinas.

Basta uma simples leitura da biografia de homens que passaram à história como intelectuais, do século XVI até o século atual, para constatarmos este fato.

O interesse pelas ciências humanas e ciências exatas se multiplou de forma assustadora. Direito, Filosofia, Arte, Astronomia, Física, Anatomia, Música, todos estes ramos do conhecimento eram almejados.

Atualmente ainda vigora o interesse em atingir esse ideal, talvez com a única diferença quanto à crença e à busca pela perfeição, não existentes como outrora, mas pela necessidade da interdisciplinariedade, ante a constatação desta necessidade.

Leonardo Da Vinci foi, no seu tempo, considerado o protótipo do homem perfeito, exatamente porque dominava o maior número dentre os ramos do conhecimento disponíveis. Essa rotulação mostra, por si só, como o renascentista buscava o modelo de homem ideal, perfeito.

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

ATUALIDADE: PROFESSOR E MATEMÁTICO BRASILEIRO ABANDONA ESPOSA NO LAR E VAI EM BUSCA DO DESENHO GEOMÉTRICO PERFEITO

Na postagem anterior vimos que o círculo, retratado como o desenho perfeito, estava no imaginário não só de religiosos como de homens comumente ditos científicos.

Há, atualmente no Brasil, um matemático e professor* universitário (brasileiro, natural do Ceará) que, pelo menos até o final do século XX (por volta de 1997), acreditava na existência de plantas que forneciam o desenho geométrico perfeito, diferente do círculo, talvez.

Por ser ateu convicto, provavelmente ele divergia da opinião dos religiosos e de alguns homens da ciência com relação ao círculo e sua relação com a perfeição de Deus.

Ele próprio chegou a afirmar que, nos períodos de carnaval, deixava sua esposa em casa, enquanto ele adentrava na flora brasileira em busca desse tesouro geométrico.

Autor de algumas teorias científicas, pediu que sua esposa cooperasse com ele exatamente nos dias em que ela estivesse menstruada. Para tanto, ela precisaria se submeter a medições com régua; esta, por sua vez, era utilizada no órgão genital da esposa; não se sabe se era introduzida, ao que tudo indica, não.

Quando estava (década de 70) no primeiro ano do antigo 2º Grau, ele era o pior aluno da sala. Decidiu raspar a cabeça, exatamente numa época em que era moda o homem usar cabelos volumosos. Quando chegou em casa seu pai lhe perguntou se havia passado no vestibular ou se tinha entrado para o serviço militar, os dois motivos mais comuns para um homem raspar a cabeça nesse tempo.

Ele disse que aquelas palavras o despertaram para o estudo. No terceiro ano já era o melhor aluno da sala. No ano seguinte tentou o vestibular e foi aprovado. Passou em vários vestibulares e iniciava todos os cursos, mas não concluia nenhum, porque, segundo o próprio, se deparava com problemas de matemática sobre os quais ele não tinha uma compreensão definida. Decidiu que teria que fazer Matemática e se tornou um amante da disciplina, tanto que hoje é um respeitado professor e querido por seus alunos.

Quando foi se casar, colocou no lado externo do convite de casamento um problema de matemática para que os convidados pudessem resolvê-lo antes de participarem da cerimônia.

Divorciou-se. Não se sabe exatamente o motivo. Pelo visto o desejo de encontrar o desenho geométrico perfeito ainda sobrevive nos dias hoje.

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*O blogue não revelará seu nome porque ele ainda é vivo e atuante nas universidades.

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terça-feira, 22 de junho de 2010

FAMOSO CIENTISTA QUE FORA EXILADO POR PRESSÃO DA IGREJA CATÓLICA QUASE ABANDONA A FÉ DEPOIS QUE FEZ SURPREENDENTES DESCOBERTAS CIENTÍFICAS

Ele nasceu na Alemanha, em 1571 e morreu em 1630. Numa época em que Astrologia e Astronomia não eram bem distinguidas uma da outra, ele se pronunciou muitas fezes em defesa daquela.

Protestante convicto, logo chamou a atenção da Igreja Católica, exatamente numa época em que católicos e protestantes estavam em pé de guerra (pois havia poucas décadas que a Reforma Protestante e a Contrarreforma tinham sido deflagradas).

Ele fora convidado a ensinar matemática e astronomia na Áustria. A igreja romana pressionou e o cientista foi exilado para a cidade de Praga, capital da República Checa (antiga Thecoslováquia).

Lá conheceu outro cientista, que havia muitos anos que pesquisava sobre os movimentos dos planetas. Quando esse cientista morreu, seu aluno exilado herdou todo o material de pesquisa.

Apegado às crenças religiosas da época, acreditava que o movimento dos astros era circular, porque se imaginava o círculo como o desenho geométrico perfeito, criado por Deus como símbolo da perfeição (o desenho da aliança e as crenças ao redor dela não são meras coincidências).

Como se acreditava que Deus era perfeito, imaginar que os astros poderiam ter outro movimento senão o circular seria colocar em xeque a perfeição de Deus. Em outras palavras, para seguir adiante ele precisaria de muita coragem e de muita segurança naquilo que estava investindo.

O tal cientista relutou e passou muitos anos para desistir de encontrar o movimento circular dos astros. Anos de pesquisas acabaram demonstrando que os astros tinham o movimento elíptico.

Tal descoberta proporcionou, mais adiante, que Newton elaborasse suas leis gravitacionais. O nome desse cientista é Johannes Kepler, autor da Lei das Órbitas Elípticas.

Ele não abandonou a fé e descobriu que não era a Bíblia que ensinava tal crença, e sim que tudo aquilo não passava de uma tradição, cuja origem remonta desde Aristóteles, bem sancionada pelos religiosos da Idade Média e do começo da Idade Moderna.

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segunda-feira, 21 de junho de 2010

RUI BARBOSA COMETE ERRO GRAMATICAL E VÊ REJEITADA UMA DE SUAS PROPOSTAS DE EMENDA AO PRIMEIRO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO

Recentemente o Brasil se deparou com um fato que deu o que falar nos meios de comunicação: o projeto Ficha Limpa foi alvo de discussão em decorrência de um suposto erro gramatical.

Há, na história do Brasil, outro fato parecido que ganhou grande relevância, cujos envolvidos são Rui Barbosa e seu ex-professor, este um renomado linguista brasileiro.

O cearense Clóvis Beviláqua fora convidado, no final do século XIX, para elaborar o primeiro Código Civil brasileiro.

Em 1902, quando o Congresso já debatia o texto do futuro código, o jurista Rui Barbosa propôs uma emenda à redação do citado código.

No texto elaborado por Beviláqua aparecia a seguinte expressão:

"A fortuna do pai passa a seu filho."

Rui Barbosa afirmou que a expressão deveria ser:

"A fortuna do pai passa-lhe ao filho."

Ocorre que a revisão gramatical do código fora feita - a pedido do Governo - por Carneiro Ribeiro, médico e, como dissemos, respeitado linguista brasileiro.

Carneiro Ribeiro insistia que Rui Barbosa estava errado, ao passo que este insistia que o erro partira daquele.

Carneiro Ribeiro tinha sido professor de Euclides da Cunha e de Rui Barbosa.

O debate rendeu. Aluno e professor prosseguiram no debate, o que resultou em duas obras produzidas posteriormente, uma de cada, através das quais trataram sobre o tema.

Evanildo Bechara, emérito professor e filólogo brasileiro, atualmente membro da Academia Brasilira de Letras, afirma categoricamente que Rui Barbosa estava errado.

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domingo, 20 de junho de 2010

UMA DAS VIRGENS MAIS DESEJADAS DO MUNDO QUEBROU SEU VOTO DE CASTIDADE PARA SE CASAR COM O HOMOSSEXUAL MAIS INFLUENTE DO SEU TEMPO

No Ocidente cristão, a virgindade já foi um poderoso instrumento, um requisito essencial para que uma mulher fosse rotulada de "ideal" para um homem. Mas foi no paganismo que elas alcançaram seu poder máximo, detentoras de grandes privilégios numa sociedade altamente machista.

As vestais eram as mulheres responsáveis por não deixar se apagar o fogo do altar da deusa Vesta, protetora do lar. Como os antigos romanos supervalorizaram a proteção do lar - não foi por menos que herdamos deles os fundamentos jurídicos para a proteção do nosso lar -, a referida deusa tinha grande popularidade entre os habitantes da velha Roma.

Uma vez que a deusa era virgem, as sacerdotisas vestais também deveriam se manter virgens. Eram requisitadas quando tinham 7 anos de idade. Outro critério para ser uma vestal era a notável beleza física.

Geralmente passavam reclusas no templo da deusa durante 30 anos, em cujo período deveriam permanecer virgens. Se quebrassem o voto, poderiam ser enterradas vivas.

Raramente se apresentavam em público. Entre os dias 7 e 15 de junho desfilavam na cidade em uma procissão dedicada à deusa. A formosura das sacerdotisas e o luxo apresentado no evento provocavam alvoroço e comoção entre os espectadores.

As jovens eram literalmente desejadas por homens influentes de todo o mundo.

Tinham privilégios excepcionais: não estavam sob a tutela dos pais; poderiam instruir senadores; tinham assentos especiais em eventos do Estado romano e recebiam uma aposentadoria do governo.

Em 218 d.C., Heliogábalo, homossexual assumido, ocupou o trono do império romano. Se apaixonou por uma vestal, Júlia Aquila Severa, que deixou de lado seus votos religiosos para se entregar ao imperador. O casamento trouxe grandes escândalos em todo o império. Logo ela seria abandonada pelo marido.

Quando Teodósio I assumiu o trono romano (379 a 395 d.C.), proibiu em definitivo, por influência do cristianismo, o culto à deusa Vesta. Morria aí, oficialmente, as tradições ligadas às virgens mais influentes que o mundo já viu.

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sexta-feira, 18 de junho de 2010

CONHEÇA A HISTÓRIA DO POVO QUE APRECIA PIOLHO COMO ALIMENTO E BEBIDA ALCOÓLICA PRODUZIDA COM SALIVA

Em meados do século XVI, um alemão se tornou prisioneiro dos índios tupinambá*, no Sul do Brasil. O nome dele é Hans Staden, que em 1557 publicou um livro tratando sobre as duas viagens que fez ao Brasil.

O livro é uma das primeiras fontes sobre o Brasil e a primeira que melhor retratou os costumes dos tupinambá, o que faz do seu livro um valioso registro histórico.

Staden contou que, depois de observar alguns hábitos estranhos dos índios, passou a entrevistá-los acerca daquele esquisito modo de viver.

O alemão notou que as índias gostavam de catar piolho umas das outras. O anormal disto é que, ao catarem, comiam o piolho recolhido. Perguntado por que faziam isto, disseram-lhe que o piolho era inimigo dos índios, e por este motivo eles deveriam ser comidos, uma espécie de vingança.

Outro comportamento estranho diz respeito à forma como eles preparavam suas bebidas para serem usadas nos dias festivos.

As mulheres eram as responsáveis pela confecção da bebida. Colocavam raízes de mandioca em um pote, e depois de bem fervidas, transferiam-nas para outro pote, até que esfriassem.

Depois que as raízes esfriavam, as índias as mastigavam e depois colocavam o que fora mastigado em uma vasilha à parte, que deveria estar cheia d'água, para serem fervidas novamente.

Estava pronta a bebida, através da qual costumeiramente se embreagavam.

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* Adotamos o nome tupinambá no sigular em decorrência da Convenção Internacional dos Etnólogos. Tal recomendação é seguida por Evanildo Bechara, notável gramático brasileiro e membro da Academia Brasileira de Letras.

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quinta-feira, 17 de junho de 2010

PRÉDIO ONDE FUNCIONAVA A SEDE DO PODER JUDICIÁRIO NO BRASIL FOI OCUPADO POR EUROPEUS, QUE PASSARAM A HABITÁ-LO POR TEMPO INDETERMINADO

A história do Poder Judiciário brasileiro vai revelar que em períodos diferentes da nossa história houve uma certa submissão de sua parte em relação ao Poder Executivo.

E a história vem de longe.

Quando a corte portuguesa veio para o Brasil, o país não estava pronto para alojar os milhares de fugitivos que pretendiam se arranchar de vez.

Dentre as várias saídas, uma delas foi ocupar o prédio onde funcionava o Tribunal de Relação do Brasil colônia, no Rio de Janeiro, onde hoje fica a Praça 15 de Novembro.

Como tudo teve que ser resolvido às pressas e como o prédio estava em péssimas condições, caiaram a parte externa e pintaram a parte interna.

Mas faltavam alimentos suficientes. O jeito foi encomendar aos governadores das províncias vizinhas.

São Paulo e Minas Gerais enviaram carne de vaca, de porco, de carneiro; enviaram ainda uvas, bananas, pêssegos, goiaba, milho, feijão.

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quarta-feira, 16 de junho de 2010

CAPITAL EUROPEIA ERA CONHECIDA POR SUAS IMUNDÍCIES E PELO FATO DE NÃO ENTERRAR SEUS MORTOS EM CEMITÉRIOS

Ela é hoje uma conhecida capital do mundo europeu. Era a mais oriental das capitais europeias. À beira da Idade Contemporânea era descrita como uma cidade suja, escura, medieval.

Era um hábito de seus moradores atirar pela janela a água suja proveniente da lavadura dos objetos da cozinha.

Também tinham o costume de jogar pela janela, a qualquer hora do dia ou da noite, urina e os excrementos de toda a família do lar.

Andar pelas ruas e principalmente passar debaixo das sacadas corria-se um sério risco de levar um banho de cocô, literalmente.

As ruas fediam. Tal fedor se devia, também, pelo fato dos cadáveres serem enterrados em covas rasas nos arredores da cidade. Não havia uma política pública para evitar esse mal.

Muitos desses cadáveres eram simplesmente jogados nos arredores da cidade, à mercê dos abutres. Muitos ainda eram cremados sem nenhuma precaução com relação ao cheiro que frequentemente invadia as ruas dessa capital.

Somente a partir de 1771 é que passou a ser obrigatório o enterro de defuntos em cemitérios. Antes disso os ricos eram enterrados nos subsolos das igrejas, cujo procedimento já estava gerando mau cheiro e causando doenças na população, ante o excessivo número de mortos e o pouco espaço para tal.

Essa cidade se chamava (e ainda se chama) Lisboa, a capital de Portugal.

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terça-feira, 15 de junho de 2010

AS MAIS BIZARRAS CRENDICES SURGIDAS NA IDADE MÉDIA QUE CHEGARAM AOS NOSSOS DIAS

Em outra ocasião falamos da crendice (cujos resquícios chegaram aos dias de hoje) de que o espirro era uma forma de expulsar os demônios do corpo, daí ter surgido a frase "Deus te dê saúde", logo que alguém espirra.

Na Idade Média havia um costume católico de se construir as igrejas com a porta virada para o Ocidente. O objetivo era simples: ao entrar no templo, o fiel caminharia rumo ao Oriente, local onde nasce o Sol (portanto, Cristo) e onde se encontra o paraíso.

Durante a mesma Idade Média a Europa passou por grandes períodos de secas, o que gerava longas estiagens. Os religiosos mais entusiasmados encontraram uma forma de fazer com que a terra produzisse mais: no século XI, camponeses enterravam pedaços de hóstias consagradas para aumentar a fertilidade da terra.

Acreditava-se que o demônio estivesse arrodeando, 24 horas por dia, todas as pessoas que habitavam o planeta. Para se livrar do maldito, muitos fiéis copiavam versículos bíblicos e andavam dia e noite com tais versículos nos bolsos das roupas.

Não foi por menos que surgiu o hábito de deixar a Bíblia aberta no salmo 91. Muito comum nos dias de hoje.

Também tinham o hábito de arrancar pequenos fragmentos de relíquias, os quais conduziam igualmente nos bolsos. Orações de todo tipo e para toda serventia eram copiadas e memorizadas para uma eventual necessidade.

Ainda hoje no Nordeste brasileiro é comum tais orações.

Foi assim que surgiu a prática de se fazer um sinal da cruz com os dedos para desviar redemoinhos (também muito praticado no Nordeste do Brasil).

Outros objetos eram de grande serventia, como crucifixos, anéis e outras tantas formas de amuletos.

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segunda-feira, 14 de junho de 2010

COURAÇA QUE ESTAVA ENTERRADA HÁ MAIS DE 300 ANOS FOI RETIRADA DO TÚMULO DE UM FAMOSO PERSONAGEM HISTÓRICO E DEPOIS FOI USADA EM CERIMÔNIA OFICIAL

Alexandre, o Grande e Calígula são dois conhecidos personagens da História Universal. O primeiro morreu em 323 a.C.; o segundo, em 41 d.C.

Calígula foi um imperador romano que ficou conhecido - dentre outros motivos - pelas crueldades, loucuras e bizarrices que praticou em todo o seu governo (37 a 41 d.C.).

Alexandre, o Grande, foi enterrado com a couraça que costumava usar nas batalhas que empreendia. Calígula ordenou que seu túmulo fosse aberto a fim de retirar a referida couraça, da qual se apossou sem demora.

Para espanto de muitos, passou a usar a indumentária - que já estava no túmulo mais de 300 anos - em algumas cerimônias oficiais durante o tempo em que foi imperador de Roma.

Para alguns essa atitude de Calígula não causava espantos, afinal o bizarro imperador tinha o frequente hábito de aparecer em público envolto em casacos multicoloridos, outras vezes em vestidos com longas caudas (como os vestidos de noiva).

Também tinha o costume de aparecer em público com tamancos femininos, com barba de ouro, segurando um raio, um tridente, conhecidas insígnias dos deuses.

Adorava trajar-se do deus vênus e de usar suas botas militares. Desde criança gostava de usar botas, daí seu apelido, Calígula, que significa botinhas.

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domingo, 13 de junho de 2010

CRIANCINHAS RECÉM-NASCIDAS ERAM MORTAS PARA SEREM DEVORADAS POR SEUS PAIS E IRMÃOS

Quando se fala em canibalismo logo pensamos nos índios brasileiros do século XVI ou em algumas tribos africanas do século XIX.

Mas o homem branco europeu, aquele povo que se autojulgava superior ao índio e ao negro, também foi canibal, e o fez com uma certa frequência.

Por volta do século VIII parte da Europa passou por uma séria crise alimentícia. Tal condição possibilitou que o canibalismo habitasse aquela região.

Com uma certa frequência era comum os humanos comerem excrementos uns dos outros para evitarem a morte causada pela fome.

Não era suficiente. Para evitar que famílias inteiras fossem dizimadas sem ter o que comer, pais matavam um dos filhos para que pudessem se alimentar de sua carne.

Irmãos comiam irmãos, os filhos comiam a carne dos pais.

Quando uma criança nascia, geralmente matavam o bebê - principalmente se fosse mulher -, cuja atitude tinha dois objetivos: saciar a fome da família e evitar mais uma boca para ser alimentada.

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sexta-feira, 11 de junho de 2010

FUNDADOR DE UM CONHECIDO SEGMENTO RELIGIOSO PROTESTANTE FOI ESQUECIDO NUMA CASA EM CHAMAS QUANDO AINDA ERA UMA CRIANÇA

O incêndio aconteceu no dia 9 de fevereiro de 1709. Começou por volta da meia-noite.

Uma de suas irmãs acordou depois que faíscas caíam sobre seus pés, o suficiente para ela gritar e acordar parte dos moradores da casa. Foi um clamor geral, pois era um incêndio de grandes proporções, e ao que tudo indica provocado intencionalmente por questões religiosas.

Com muito sacrifício e com a ajuda dos vizinhos os pais conseguiram resgatar, inicialmente, sete das oito crianças.

Mas ninguém percebeu a falta do oitavo filho, então com 6 anos incompletos. Desesperada, a mãe tentou por 3 vezes adentrar na casa a fim de resgatar o último filho, mas as chamas eram mais fortes. O pai também não conseguiu entrar na casa para resgatar seu filho querido.

Não havia mais o que fazer. O pai, que era pastor, ajoelhou-se e encomendou a alma do filho a Deus. O menino, que dormia em seu quarto juntamente com outras crianças, foi a única que não acordou em boa hora.

Depois que o pai se ajoelhou, o filho apareceu em uma das janelas da sacada, de sorte que foi logo percebido pelas pessoas que já choravam sua iminente morte.

Percebendo que não havia mais tempo de subir pelas escadas, um homem subiu sobre os ombros de um outro e arrebatou o garoto do meio das chamas.

Em seguida, houve um grande estrondo e a casa veio abaixo. O pai, que passava por grandes dificuldades financeiras, novamente se ajoelhou e disse que agora se considerava rico, pois todos os oito filhos e esposa estavam a salvos.

O menino ficou conhecido como "Um tição arrebatado do fogo". Seu nome é João Wesley, fundador do Metodismo e o responsável pelo maior avivamento espiritual da Inglaterra no século 18.

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quinta-feira, 10 de junho de 2010

CONHEÇA A HISTÓRIA DO ÂNUS QUE ENCANTOU A EUROPA PORQUE FUMAVA, TOCAVA FLAUTA E SUGAVA ÁGUA DE BACIA

Existiu um artista francês chamado Lé Pétomane, que nasceu em 1857 e morreu em 1945. Ele ficou famoso não somente em seu país como também no restante da Europa.

Era padeiro, mas descobriu o talento de que era portador ao nadar no mar. Quando estava dentro d'água, sentiu algo gelado entrando em seu ânus. Descobriu que havia sugado parte da água salgada por meio do seu bumbum.

Também descobriu que podia fazer sucção do ar. Passou a imitar diversos sons, liberando puns. Podia passar vários minutos soltando ar pelo ânus, sem interrupção.

Ganhou fama. Frequentemente se apresentava nos melhores cabarés franceses. O vento que saía de seu ânus era capaz de apagar velas; tinha a habilidade de fumar cigarro e de tocar flautas.

Em pleno espetáculo conseguia sugar água de uma bacia e lançá-la a distância. Tudo isso pelo ânus, obviamente.

Não para por aí. Era capaz de imitar o som de canhões e de trovões. Muitos espectadores passavam mal de tantas gargalhadas, em função das peripécias do artista.

O auge da festa era quando Petomane baixava as calças e tocava o hino nacional francês através dos puns que liberava.

Não foi por menos que muitas celebridades europeias se deslocavam aos espetáculos somente para conferir de perto aquele show bizarro. Uma dessas celebridades foi o famoso psicanalista, Sigmund Freud.

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quarta-feira, 9 de junho de 2010

MACUMBA NA CASA BRANCA: FILHA DE EX-PRESIDENTE ENTERROU BONECO DE VUDU DA FUTURA PRIMEIRA-DAMA DOS ESTADOS UNIDOS

Roosevelt foi presidente dos Estados no período de 1901 a 1909.

Teve seis filhos, um dos quais se chamava Alice, considerada a mais sapeca de todos, pelo menos quando criança.

Vários anos após Roosevelt deixar a Casa Branca, que foi sucedido pelo então presidente William Howard Taft, Alice confessaria que fez um boneco de vudu de Nellie Taft, a futura primeira-dama dos Estados Unidos que iria habitar a sede do governo.

Ela contou que enterrou o boneco no jardim do palácio.

A filha do então presidente tem um histórico um tanto inusitado. Na mesma Casa Branca, durante seu casamento, ela não conseguiu cortar o bolo porque a faca estava "cega".

Repentinamente pegou um sabre (uma espécie de espada pequena) de um soldado e espatifou bolo para todos os lados.

Ela era diferente mesmo. Era dada ao cigarro, jogava pôquer e dirigia. Hábitos impróprios para mulheres numa época onde os homens imperavam sozinhos.

O jeito de sua filha levou Roosevelt a declarar: "Ou eu governo os Estados Unidos ou controlo Alice."

Resta saber se o boneco de vudu ainda está nos jardins da Casa Branca.

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terça-feira, 8 de junho de 2010

FILHO MORRE POR CAUSA DE FANATISMO RELIGIOSO PRATICADO POR SUA MÃE, QUE ACABA ENLOUQUECENDO DEPOIS DA MORTE DO FILHO

O fato aconteceu em 1788, em Portugal. Depois que D. José I, então rei do referido país, morreu em 1777, D. Maria ascendeu ao poder.

D. Maria (bisavó de D. Pedro II) era uma mulher muito religiosa. Foi ela a responsável por retirar o cargo do Marquês de Pombal (que expulsou os jesuítas do Brasil) porque, segunda a rainha - que era muito católica - Marquês fora um perseguidor do catolicismo.

A religiosidade da rainha ia além do esperado. Em 1788 seu filho mais velho adoeceu de
varíola.

Por ela ser muito católica, acreditava que Deus poderia curar seu filho sem a intervenção da ciência.

Resultado: D. José, seu primogênito, morreu por consequência da referida doença, cuja vacina já estava disponível em alguns países europeus.

Ainda hoje há segmentos religiosos, principalmente do meio evangélico, que acreditam que a prioridade do apego à ciência em detrimento do apego às vias religiosas é uma forma de mostrar a pouca fé do membro.

Foi isso que levou a rainha a não autorizar a vacinação em seu filho. Logo após a morte do filho, ela enlouqueceu. Morreu no Brasil, louca, em 1816.

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segunda-feira, 7 de junho de 2010

VOCÊ SABE QUAL A ÚNICA PARTE DO CORPO DE CRISTO QUE TERIA FICADO NA TERRA DEPOIS DE SUA RESSURREIÇÃO?

Durante a Idade Média era comum as pessoas venerarem pequenos frascos de vidro, que supostamente continham sangue, lágrimas e até mesmo suor de Cristo.

Mas de todos eles, o objeto mais estranho estava associado a um acontecimento quando Jesus ainda era uma criança: seu prepúcio.

Acreditava-se que depois de circuncidado, a pequena pele que envolvia a glande do pênis de Cristo foi recolhida e guardada.

Livros apócrifos dão conta de que o tal prepúcio teria sido conservado em um jarro com essências aromáticas.

Espantosamente, depois que correu a fama de que Cristo teria deixado uma parte do seu corpo na Terra, 18 cidades europeias registraram, simultaneamente, a posse do famoso prepúcio.

A última aparição do mesmo teria ocorrido em 1983, na Itália, quando teria sido misteriosamente roubado da casa de um padre.

A Idade Média realmente foi um período de muitas crendices do gênero. Em muitas cidades europeias havia, também, relíquias de pedaços da madeira da cruz em que Jesus havia sido crucificado.

O mais curioso é que, juntados todos os pedaços, havia madeira para formar várias cruzes.

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domingo, 6 de junho de 2010

AS MUITAS RECOMENDAÇÕES PARA AS QUAIS O CASAL DEVERIA ATENTAR NA HORA DE CONCEBER UM FILHO

Em outra postagem dissemos que na antiga Grécia se acreditava que o testículo direito era responsável por gerar filhos homens, ao passo que o esquerdo, mulheres.

A Europa acreditava, no começo da Idade Moderna, que o momento de conceber o filho deveria ser levado a efeito depois de muitas precauções anteriormente observadas.

Suspeitava-se que se o pai fosse muito fogoso no ato sexual, a criança poderia nascer com um apetite sexual além do normal.

Incentivava-se que no ato sexual os pais estivessem relaxados, livres de qualquer culpa, porque observadas tais condições, a criança seria uma pessoa saudável, sem traumas na alma.

Certo filósofo chegou a dizer que essa teoria fazia sentido, pois, segundo ele, conheceu um homem que manteve relação sexual com sua esposa em estado de embriaguez e o resultado foi um filho dado à falta de sobriedade.

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quinta-feira, 3 de junho de 2010

O PERIGO DE FAZER SEXO AOS DOMINGOS

Existiu um longo período da história em que se acreditava que a lepra era causada pelo fato de se fazer sexo aos domingos.

Isso mesmo. Era uma crença medieval.

Durante vários séculos se imaginou que os amores praticados aos domingos geravam a lepra porque o domingo era considerado santo, um dia a ser dedicado exclusivamente ao Senhor, às atividades da igreja, de modo que os desobedientes receberiam de Deus tal castigo.

Mas não era somente no domingo um dia de se dar uma pausa para a prática do sexo. A igreja recomendava que de tempos em tempos houvesse uma abstinência sexual.

Quem ousasse praticar sexo nesse período de interdição, Deus os castigaria deformando o feto da criança (quando a mãe engravidasse) ou trazendo sobre os próprios desobedientes outras doenças, então retratadas como sendo de origem sobrenatural.

Não foi por menos, como dissemos em outra postagem, que se acreditava ser o espirro uma forma de expelir os demônios que penetravam no corpo do pecador.

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quarta-feira, 2 de junho de 2010

AS MULHERES QUE CONSIDERAM UM DEVER SAGRADO SEREM ESTRANGULADAS QUANDO SEUS RESPECTIVOS MARIDOS MORREM

Na segunda década do século XX o filósofo Wil Durant relatou um fato curioso acerca das esposas dos chefes fijianos (do Fiji, um país insular da Oceania).

Elas se sentiam no dever de serem estranguladas quando seus respectivos maridos morriam, cuja obrigação tinha conotação com o sagrado.

Consta que uma delas temeu ser sacrificada e acabou fugindo de seu dever. Arrependida, atravessou, durante à noite, um rio a nado só para se apresentar ao seu povo e dizer que estava arrependida pela deserção e que tinha voltado para concluir o sacrifício.

Ela contou ainda que sua fuga da morte havia sido por causa de um momento de fraqueza, e relutantemente pediu que fosse estrangulada.

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terça-feira, 1 de junho de 2010

LIVROS EMPRESTADOS E NÃO DEVOLVIDOS RESULTAM EM QUEIXA FORMAL DO GOVERNO BRASILEIRO AO GOVERNO INGLÊS

O fato aconteceu em 1813 (ou 1815), no Rio de Janeiro, então capital do Brasil.

Residiu no Brasil um culto embaixador inglês, que chegou a traduzir uma das obras de Camões para a língua inglesa. O embaixador era viciado em livros.

Certa vez ele tomou emprestados dois livros antigos da Real Biblioteca, do Rio de Janeiro. Foi embora para a Inglaterra sem devolvê-los.

Antes de ir, porém, recusou de D. João VI doze barras de ouro. O rei português não se importou com a recusa, mas ficou enfurecido quando soube que o embaixador não devolvera os dois livros.

D. João sentiu-se pessoalmente ofendido. Prestou queixa formal ao governo inglês e encarregou seu embaixador em Londres de reaver as duas obras.

D. João VI tinha um amor especial aos livros, assim como seus descendentes.

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