sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

CHEFE DE ESTADO PASSA DOIS DIAS SEGUIDOS ANDANDO SOBRE UMA PONTE

Coisa de louco? Muito provavelmente! Estamos falando de Calígula, imperador romano de 37 a 41 d.C. São muitos os feitos inusitados atribuídos ao referido chefe de Estado, tanto que, na parte que trata sobre ele, o historiador Caio Suetônio Tranquilo dividiu em duas partes o conteúdo de sua famosa obra, A Vida dos Doze Césares, sendo uma destinada a mostrar o lado positivo e o outro o lado negativo do imperador.

Calígula invejou Alexandre, o Grande, assim como procedeu da mesma forma em relação a Xerxes, rei persa que viveu dois séculos antes de Alexandre.

Com relação ao rei persa, Calígula se achou na obrigação de construir uma ponte gigante, dado que o rei Xerxes havia feito o mesmo. Assim, o imperador ordenou fosse erguida uma ponte enorme e em seguida mandou calçá-la com terra batida, cuja imagem lembrava a Via Ápia, segundo historiador da época.

Encantado com o feito, Calígula andou sobre ela dois dias consecutivos. No primeiro dia o fez montado em um cavalo, cuja cabeça estava ornamentada com uma coroa de carvalho. Calígula ainda desfilou com um machado, um escudo e um manto dourado.

No segundo dia, o imperador percorreu a ponte (ida e volta) montado em um carro puxado por quatro cavalos. À frente dele marchava um jovem refém da Pártia, que era escoltado pelo destacamento de pretorianos e por um grupo de amigos.

Não satisfeito com as peripécias até então demonstradas, convidou algumas pessoas para junto de si e, cumpridas as suas ordens, ele próprio tratou de empurrá-las para dentro d'água, de modo que as que conseguiram se salvar do afogamento, foram em seguida mortas a pauladas.

O historiador Suetônio afirma que ouviu de seu avô - que foi contemporâneo de Calígula -, o verdadeiro motivo da construção da ponte: a previsão de um astrólogo, que havia afirmado que Calígula só seria imperador se corresse a cavalo sobre uma longa ponte. Uma coisa é certa do ponto de vista historiográfico: os antigos romanos eram supersticiosos ao extremo.

.

Nenhum comentário:

Postar um comentário