quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

PADRES PROÍBEM AUXÍLIO AO PARTO DE CRIANÇA CONSIDERADA FILHA DO PECADO

Vimos em outra postagem que a papisa Joana deu à luz uma criança em plena luz do dia e diante de uma multidão, cujo acontecimento gerou mudanças nos critérios para a escolha do papa. Veremos, agora, os detalhes do referido parto e como mãe e filho morreram.

A procissão da qual a papisa Joana participava (até então todos achavam que ela era um homem) ocorreu num evento tradicional da Igreja Católica, no ano de 855, de cuja festa participavam muitos fiéis.

Como de costume na época, ela montou em um cavalo e saiu em direção à passeata. Quando se aproximou do Coliseu, sentiu fortes dores, que a fizeram cair do cavalo. Eram as dores do parto.

Ao cair no chão, o papa (ou melhor, a papisa), se contorcia toda, com gemidos e gritos estéricos. Não suportando mais as dores, ela própria rasgou as roupas que a cingiam, facilitando, de tal modo, a passagem da criança.

Os religiosos, pasmos com o que viam, e ao mesmo tempo decepcionados por saberem que o papa na verdade não era um homem e sim uma mulher (mulher no poder era coisa do capeta), trataram de cercar Joana, de modo que a multidão não presenciasse aquela cena.

O pior estava por vir: eles impediram que fosse prestado qualquer auxílio àquela mulher, e ainda ameaçavam quem se aventurava a oferecer alguma ajuda.

Não suportando as dores, a mãe morreu nos braços de seu amante, que era o pai do bebê: um cardeal da citada igreja. Joana ainda teria feito um esforço supremo para se despedir de seu amor. O bebê também veio a óbito na mesma ocasião e os dois foram enterrados no mesmo túmulo, exatamente onde se deu o desastre.

Após a morte de Joana, os romanos ergueram uma capela e uma estátua em homenagem à mãe e ao bebê. A referida estátua mostrava a papisa cingida com as vestes sacerdotais e com uma criança no colo. Bento III, seu sucessor, ordenou, no final de seu governo, fossem a capela e a estátua destruídas, pois, segundo a visão do sacerdote, ela havia sido uma vergonha para a Igreja.

Até o século 15 era possível contemplar ainda as ruínas da capela. Hoje ela não existe mais, só - talvez - a ossada da papisa e de seu bebê, sob uma das ruas romanas. Logo após o episódio que vitimou Joana, a Igreja proibiu que os sacerdotes atravessassem a praça, vista como um local do pecado, do opróbrio.

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