segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A SENTENÇA DO FILÓSOFO NIETZSCHE CONTRA O CRISTIANISMO

Friedrich Nietzsche foi um filósofo alemão que nasceu em 1844 e morreu em 1900. Louvado por uns e odiado por outros, é considerado o autor que mais atacou, de forma direta e sem arrodeios, os valores morais cristãos. Em seu clássico, O Anticristo, proferiu uma sentença contra o cristianismo, cujo conteúdo mostra de forma clara o ódio que o filósofo nutria pela religião cristã, especialmente pelo protestantismo, o qual foi considerado pior do que o catolicismo, conforme demonstrou em outro texto, no qual afirmou que o protestantismo é "a espécie mais suja de cristianismo que existe, a mais incurável, a mais irrefutável...".

Leiamos a sentença:

"Eu condeno o cristianismo, lanço contra a Igreja cristã a mais terrível acusação que jamais acusador algum pronunciou: para mim ela é a maior corrupção imaginável. A Igreja cristã nada poupou à sua corrupção: de cada valor fez um não valor, de cada verdade uma mentira, de cada integridade uma baixeza de alma."

Continua a sentença:

"Que se atrevam a falar-me ainda dos seus 'humanitários' benefícios! Suprimir qualquer angústia seria contrário ao seu mais profundo interesse: ele viveu de angústias, inventou angústias para se eternizar... O verme do pecado, por exemplo: foi graças à Igreja que a humanidade se viu enriquecida com essa angústia!"

Nietzsche prossegue mais adiante:

"O parasitismo, única prática da Igreja, sugando com o seu ideal de anemia e de 'santidade', o sangue, o amor, a esperança da vida; o além como vontade de negação da realidade; a cruz como emblema para a mais subterrânea conspiração que jamais se urdiu - conspiração contra a saúde, a beleza, a retidão, o valor, o espírito, a beleza da alma, contra a própria vida..."

Eis o penúltimo parágrafo:

"Hei de gravar em todas as paredes esta acusação eterna contra o cristianismo, em toda a parte onde houver paredes - tenho letras que até os cegos podem ler... Chamo ao cristianismo a grande calamidade, a grande corrupção interior, o grande instinto de vingança, para o qual não há meios suficientemente venenosos, bastante subterrâneos, satisfatoriamente baixos - chamo-lhe a imortal desonra da humanidade."

Conclui o filósofo:

"E conta-se o tempo a partir desse dia maldito que foi o começo desse destino - a partir do primeiro dia do cristianismo! E por que não contá-lo a partir do seu último dia? A partir de hoje? - Transmutação de todos os valores."

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4 comentários:

  1. Sou fã desse cara! Incrível!!!

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  2. Só pra lembrar que o protestantismo não usa a cruz como emblema, isso é prática do catolicismo.

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