domingo, 13 de março de 2011

ORIGEM, HISTÓRIA E CURIOSIDADES DO CASAMENTO (UMA DELAS? SOMENTE SEXO ANAL NA LUA DE MEL)

O casamento e seus rituais como o conhecemos hoje têm provável origem na Idade Média, mas não é certo afirmar que seu nascimento se deu no referido período. Como frisamos, apenas o modelo atual é que teve sua origem em tempos medievais. Abaixo, um resumo e algumas curiosidades do casamento.

Não houve, na Antiguidade, um rito comum às várias civilizações em relação ao casamento, de modo que se torna impreciso qualquer tentativa de afirmar onde e quando se deu o primeiro ritual. No Ocidente, partiremos dos costumes gregos e romanos, passando pela Idade Média e finalizando com os dias atuais.

Entre os gregos, a cerimônia do casamento esteve diretamente associada aos ritos religiosos. A noiva deixava o lar paterno, cujo ato marcaria seu completo desligamento do antigo lar. A noiva se dirigia à casa do noivo sob festejo religioso, e uma vez presente no novo lar, ele deveria colocá-la nos braços a fim de que ela passasse a porta sem tocar na soleira (surge, daí, a prática atual de se levar as noiva nos braços até a cama). Por fim, havia uma espécie de batismo, seguido de uma repartição de um bolo (daí a provável origem do bolo de casamento), terminando com uma oração ao deus do noivo.

Os antigos romanos, por sua vez, não viam o casamento como um instituto público. A cerimônia era privada (assim como ocorre o noivado nos dias hoje), de modo que a figura do juiz ou de qualquer outro agente público atuando em nome do Estado não se fazia necessária.

Muitas vezes não se sabia se um casal se achava casado ou se apenas os dois viviam como se maritalmente o fossem. Em caso de separação, a mulher levava seus dotes consigo, enquanto as crianças ficavam com o pai.

Um fato curioso, ainda entre os antigos romanos, diz respeito ao que se chama hoje de lua de mel. Por costume, o homem queria praticar com a esposa o que costumava fazer com as escravas, de modo que ela (a esposa), sofria demasiadamente com o método apressado do marido. Assim, sedimentou-se o hábito de não haver sexo vaginal na primeira noite. Em seu lugar, ocorria o anal, pois, segundo as antigas romanas, elas sofriam menos. Tal costume também foi verificado na China da mesma época.

Embora a Igreja Católica seja acusada de associar o sexo unicamente à prática de se gerar filhos, o certo é que ainda antes de seu nascimento, os romanos (segundo século d.C.) já se mostravam afeitos ao referido costume. Com a institucionalização da citada igreja, esta passou, de forma gradual, a abraçar tal pensamento, de modo que o matrimônio se constituiu, aos poucos, um instituto de alto valor no seio do catolicismo.

Foi assim que, no século 12, o Matrimônio entrou para a relação dos sacramentos da Igreja Católica. Coincidentemente, foi no citado século que surgiu o ritual eclesiástico do casamento, embora sua obrigatoriedade se deu apenas no século 16, logo após o Concílio de Trento, em cuja época a Igreja passou a registrar todos os matrimônios, nascimentos e mortes, independentemente da classe social das pessoas envolvidas.

Na Idade Média, com a institucionalização do casamento, o noivado ocorria na entrada da Igreja, sob a presença de um sacerdote. Em seguida, fazia-se intensa divulgação do ato e havia um prazo de quarenta dias para eventuais impedimentos.

O casamento se dava junto ao altar da Igreja. Havia novas juras de amor e troca de alianças. Os dois permaneciam, às vezes, sob o mesmo véu. Em algumas regiões a noiva deveria fiar para mostrar seus dotes de uma típica mulher do lar. Iam ao altar da Virgem, acendiam uma vela, tudo presenciado por muitos padrinhos e madrinhas.

Após, dirigiam-se todos aos túmulos dos parentes falecidos, uma vez que os mesmos não poderiam ficar excluídos de evento tão importante (com este ato a Igreja fortalecia a importância do matrimônio e ao mesmo tempo repetia uma tradição do paganismo romano). Por fim, se dirigiam ao lar, cobertos de flores de trigos, jogados sobre os dois como sinal de prosperidade.

Somente no início do século 19 a França criaria o instituto do casamento civil, o que seria posteriormente copiado por outros países, como o Brasil, que o fez, oficialmente, a partir de 1888.

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