quinta-feira, 8 de abril de 2010

POR QUE ADVOGADOS E MÉDICOS SÃO CHAMADOS DE "DOUTOR" SE ESTE É UM TÍTULO ACADÊMICO SOMENTE PARA QUEM TEM DOUTORADO?

Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, somente deverá ser chamado de doutor quem concluiu satisfatoriamente o curso acadêmico de doutorado. Ou seja, doutor é um título acadêmico e não um pronome de tratamento.

Então por que advogados, juízes, promotores e médicos são assim chamados, mesmo quando não têm doutorado?

A raiz etimológica da referida palavra está ligada, de algum modo, à pessoa que ensina. Tanto no Brasil como em Portugal existe uma longa tradição de chamar os profissionais acima mencionados pelo título de doutor, ainda que os mesmos só tenham bacharelado.

A primeira universidade a empregar o referido título foi a de Bolonha, na Itália, por volta do século XII d.C.

No Brasil imperial, em agosto de 1827, foi promulgada uma lei que instituía dois cursos de Direito no Brasil, um em Olinda e o outro em São Paulo. Ficou acertado que o título de doutor seria concedido aos advogados que tivessem bacharelado e que posteriormente defendessem uma tese. Mas somente seria chamado de doutor se o advogado atuasse na profissão e se defendesse uma tese. Se apenas concluísse o curso seria chamado apenas de bacharel.

Nas mais variadas situações do dia a dia tornou-se um incômodo e, portanto, constrangedor ter que perguntar se o advogado tinha ou não defendido uma tese e se era militante. Imaginemos, para uma melhor compreensão, que um cidadão graduado em Direito comparecia a uma reunião e, numa roda de amigos, ao se dirigir ao graduado, a pessoa teria que primeiro perguntar se ele era militante e se tinha defendido uma tese, para, em seguida, chamá-lo de doutor. Este inconveniente fez com que a tradição passasse a chamar todo graduado em Direito pelo título de doutor, cujo tratamento ainda está presente nos dias atuais com bastante força.

E com relação aos juízes, promotores e médicos?

Ora, se advogados já eram chamados de doutor sem o correspondente título acadêmico, o que dirá de juízes e promotores, que, na visão popular, são autoridades maiores* do que os advogados? Seria, pela lógica, uma afronta, na época, não chamá-los de doutor. Da mesma forma a tradição sancionou o mesmo tratamento.

Com relação aos médicos (que somente foram chamados de doutor no século XIX) a explicação pode estar na força etimológica da palavra doutor com a associação ao ensino, ao magistério, que pressupõe uma função que exige notório conhecimento.

Como a função de médico (mesmo sem exercer o magistério) sempre foi vista como uma função que exige grande conhecimento, fica fácil entender o porquê de serem chamados de doutor: exatamente pela presunção do alto nível de conhecimento. Assim, médicos são chamados de doutor graças ao significado etimológico da palavra, que se sobrepôs ao que deveria ser o correto.

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* NOTA: Inserimos, neste parágrafo, a seguinte expressão "que, na visão popular". O texto original não a continha, de modo que alguns comentários questionaram o fato da postagem definir juízes e promotores como autoridades superiores a advogados. Acreditamos, agora, pacificar este ponto especificamente.

Leia também:

A primeira OAB da história
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A primeira Defensoria Pública da história 

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151 comentários:

  1. Advogado é doutor. Isso vem de longa data. Porque acabar com as tradições? Dói chamar advogado de doutor? e médico? Mas que pelo menos possamos respeitar aqueles que respeitam os costumes e tradições! Não há nada de errado quando alguém chama esses profissionais de "doutor".
    Muito antes do estabelecimento de qualquer Universidade os advogados já eram tratados, respeitosamente, como Doutor! e ainda o são...

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    1. Vai fazer doutorado e num enche o saco. Doutor é quem faz doutorado. O resto é conversa fiada.

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    2. Calabocaa, o cara se rala estudando pra enfim concluir o sonhado Doutorado e ser Dr "de verdade". Não é qualquer graduado incompetente e sem se especializar em nada que vai ser chamado de Doutor. Sinceramente, quer ser respeitado, faça por merecer.

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    3. Advogados e médicos que se julgam mais importantes que outros profissionais adoram este tipo de adulação medíocre.

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    4. Concordo, se quer ser chamado de Doutor faça por onde, estude um pouco mais e faça Doutorado, para ter o titulo de DOUTOR.Acho um desrespeito as pessoas que se esforçaram para concluir o Doutorado em uma universidade, alguns costumes tem que ser desfeitos.Dentista é Doutor de que? Médico? Advogado? Delegado? Por isso que o Brasil é o país subdesenvolvido, culturalmente ainda estamos na idade da pedra.

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    5. No Brasil qualquer um que usa sapato é doutor: "Vai graxa aí, doutor?"

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    6. o kra só pode ser advogado de porta de cadeia eu tenho mais estudo que que esses kra dos 20% e não so chamado de dr. piada isso

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    7. Esse cara deve ter feito uma graduação na base do empurra e não sabe o esforço que alguém faz para obter o título acadêmico de doutor. Só é doutor quem fez doutorado e ponto final. Não tem conversinha de tradição. Tradição é invenção, então vamos inventar uma nova tradição. Se você é advogado, não é doutor. Só é advogado, nada mais.

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    8. Ao editor desta matéria cabe uma ressalva, segundo o estatuto da ordem dos advogados, não existe hierarquia entre juízes, promotores, procuradores, desembargadores, ministros da justiça ou advogados. Esta crença de superioridade foi adquirida as custas de advogados despreparados que cederam aos gostos e caprichos destes serventuários da justiça.
      Quanto a todos que leram a matéria e perderam o tempo escrevendo tanta bobagem, vai um conselho, estude bastante, se forme advogado, e passe pelo curso de admissão de carreira mais difícil do Brasil, depois disso você pode ou não ser chamado de doutor, fica a sua escolha.
      Infelizmente os órgãos de classe, nada fazem para qualificar seus profissionais, ou mesmo para separar o joio do trigo, entre os advogados isso é uma ótima realidade.

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    9. Anônimo, inserimos um pequeno texto no parágrafo onde havíamos afirmado tal superioridade. No rodapé, inserimos uma nota. Olha lá. Obrigado pela participação.

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    10. Parte 1/6
      Creio que estamos confundindo alhos com bugalhos.
      A fonte do Direito contempla o Direito Positivo pela via do 'COSTUME";
      Consideramos que estamos aqui referindo-nos aos Pronomes de Tratamento, no Portugues Brasileiro.
      Nesta seara, doutor é pronome de tratamento, e Excelência é o Pronome de Tratamento do Advogado, Promotor de Justiça, Juiz, Desembargador, Ministro de Tribunais Superiores, do Presidente do Supremo Tribunal Federal (Maior Grau Jurídico), da Presidente Dilma Rousseff, do Ex-Presidente Lula, dos Profissionais do Executivo que executam tarefas advocatícias (Procurador Geral da União, Procurador Geral de Justiça (estadual) e dos Governadores, Senadores, Deputados Federais e Estaduais, Vereadores, Prefeitos, e algum outro que possa ter esquecido, o Pronome de Tratamento é "Excelência, Excelentíssimo, Vossa Escelência (se estiver falando com ele ou escrevendo para ele); Sua Excelência (se estiver falando dele ou escrevendo sobre ele). Esses são os pronomes de tratamento por força de legislação e costume).
      O Pronome de Tratamento "Doutor" costumeiramente utilizado ao falar com as autoridades acima nomeadas, e também aos médicos, foram absorvidos pela gramática e pelo uso, vez que a língua evolui e se modifica.
      Assim a todos acima, exceto o médico, o Pronome de Tratamento é Excelência, Vossa Excelência, Sua Excelência, Excelentíssimo.
      Quanto ao médico, sempre será "Doutor" queira ou não queira os que a isso se opõe. Gostaria de saber, entre todos os que aqui debatem sobre assunto da mais alta falta de importância, se ao entrar no consultório médico (ou mesmo de dentista), sem nunca tê-lo visto na vida, se antes de saber o nome do médico, não procura saber o nome do "Doutor" que está com os seus rins nas mãos? E certamente dirá "Seu Médico, como é que está a minha situação de saúde?". Certamente dirá: "Doutor, será que escapo desta?"
      Abraço
      Apareçam
      Amor & Poesias Messenger Love & Passion of Lustato Tenterrara
      Parte 1/6

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    11. Parte 2/6
      Situação análoga é a que discute-se aqui sobre os Pronomes de Tratamento às Autoridades Públicas da Área do Poder Judicial. Reza a Contituição e a Lei que o Advogado é "Imprescindível à aplicação da Justiça". Reza a Doutrina e a Lei que o Advogado, o Juiz e o Promotor constituem a teoria Tridimencional do Direito e que nenhum deles exerce autoridade alguma sobre os outros dois. O Advogado não pode submeter-se aos desejos do juiz ante o medo de ser malquisto pelo Juiz. Os três equibalançam a Justiça, com a mesma qualidade de autoridade por Excelência. Todos possuem a mesma autoridade. O Juiz não pode mandar o Advogado sentar-se, como se cansa de ver nos filmes estadunidenses (Lá impera o Estado Policial do Direito). De mesmo modo o Advogado não pode mandar o juiz a sentar-se, nem ao Promotor. Nem a uns sobre os outros, pois o que tiver mandado será preso em Flagrante Delito por Desacato a Autoridade. Unicamente diferenciam-se durante a sessão de uma Audiência Judicial, onde é dado ao Exmo. Juiz, o "Dever-Poder" de "Presidir a Audiência", daí, talvez, o costume de definir tal atuação como "magistratura", ou seja, durante a Audiência o Juiz recebe uma incubência magistral de presidir a audiência. E vez que preside a audiência, tanto ele, o juíz, quanto os incaltos, imaginam que o Juiz preside o Fórum. Tenho uma "Tia" (graças a Deus, por afinidade), a qual fala como se fosse Deus, e diz "no 'Meu Fórum' fulano não faz isso ou aquilo.". De modo que os Juízes, quase todos, sofrem dessa doença que acomente autoridades autoritárias, à qual a medicina já catalogou com uma CID a qual não recordo o código ou nomeclatura oficial, mas que corre solto nos fôruns com o codnome "Juizite"; a qual acomete não apenas os Juízes, mas a maioria dos indivíduos que atuam no exercício de um PODER junto ao Estado. Sói de ocorrer mais aos juízes, por ser um cargo vitalício e irremovível. Tanto o Juiz quanto o Promotor de Justiça possuem essa qualidade de somente deixar o encargo de munus publicum se desejarem, e não podem ser transferidos de suas Comarcas ou Varas, a menos que concorde, em contrapartida de algum grau a mais.
      O Advogado, coitado, embora seja Exmo. Advogado, o Dr. Luiz Carlos C de Melo, não recebe do Estado. Mesmo sendo obrigado a patrocinar uma ou outra defesa a réus pobres, em face da inexistência de Defensores Públicos ou do défict existente. Ao fim da Audiência o Juiz informa o arbitramento dos Honorários Advocatícios, a serem pagos pelo Estado. Uma audiência criminal, aqui mesmo, a Exma. Juíza teve o descalabre de arbitrar R$ 200,00 (duzentos reais), ou seja, 5 vezes menos do que indica a tabela de honorários advocatícios. E a tal sentença serve como título judicial para Ação de Execução. Agora magina eu, que não saio de casa por menos de R$ 1.000,00 (mil reais), se eu vou sair daqui pra cobrar R$ 200,00 (duzentos reais), e ainda contra o Estado, que leva mais de dois anos pra receber? Outro Juíz, numa audiência a 450 km daqui da Sede, arbitrou honorários de R$ 600,00 (seiscentos reais). Ora, R$ 600,00 (seiscentos reais) é o que eu gasto pra ir lá e propor uma ação de execução de senteça, contra um particular, que dificilmente pagará sem, ser Execução Forçada. Logo eu iria gastar uns 3 a 5 mil até receber os Honorários Arbitrados pelo Douto Magistrado.
      Abraço
      Apareçam
      Amor & Poesias Messenger Love & Passion of Lustato Tenterrara
      Parte 2/6

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    12. Parte 3/6

      Ah! Chegamos onde queríamos. É de praxe, costume de longa data, nos autos, a expressão "Douto Julgador", "Douto Representante do Ministério Público" e "Douto Advogado do Requerido", "Douto Advogado do Requerente" e prosseguir na explanação de seus planos de atuação falada ou escrita.

      E ora retornamos, após essa fulga a que se denomina "disgresão", às vezes sem sentido; outras, não.

      O Pronome de Tratamento Doutor é de praxe e usual e de costume, e existe ao se referir a alguém que possua no mínimo o grau de "Médico", ou, no caso de Autoridades Públicas, àquelas que recebem o Pronome de Tratamento "Excelência", "Excelentíssimo".

      E aqui, nesses casos, o Pronome de Tratamento "Doutor" tem sua razão de ser e de existir. E é de lei, pois o "costume e a praxe" formam o Direito Positivo Pátrio, conforme previsão legal e Constitucional.

      Se você não quer chamar o seu médico de Doutor João Castelo, mas apenas Médico João Castelo é de tua vontade. Quanto aos nossos médicos, porém, gostaríamos de um Projeto de Lei para que seja obrigatório o uso dos Pronomes de Tratamento "Doutor" e "Excelência": Assim, ao receber alta do Hospital eu pudesse bater às suas costas uma saudação: Muito obrigado Excelentíssimo Doutor João Castelo. Pra mim, seria o ideal. Afinal a tese de "Doutorado" é apenas um título acadêmico, que uodos sabem, não chegam nem aos pés de Vossa Excelência. Agora, faz dois doutorados, 3 mestrados e 5 phd e acaso, ficto, eu esteja a requerer R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) e você esteja fazendo o seu Depoimemento Pessoal, a meu requerimento ao Juiz.

      Ao você falar, digamos que trate-me de "Mas Doutor, naquele dia eu..." Interrompo seu depoimento pessoal e dirijo-me ao MM Juiz e informo: "Excelentíssimo Douto Julgador, informe ao Réu que deve tratar-me por "Vossa Excelência o Dr. Luiz Carlos", sob pena de ser preso em Flagrante Delito de Desacato a Minha Autoridade. O Juiz informa-lhe o solicitado. E depois, talvez esquecido, você faz a besteira de tratar-me apenas por "Doutor" e esquecer o "Vossa Excelência". Após ser liberado de suas declarações, você será preso por desacato a autoridade em um novo processo, desta feita criminal.
      E veja que eu dirigi-me a você qualificando-o apenas de "O Requerido"; "O Réu", "O Depoente". E nem uma vez o tratei conforme os Títulos Acadêmicos de 5 phd, 3 doutorados, 2 mestrados, pois tais documentos são títulos acadêmicos, e ninguém, nem mesmo no seu serviço vai chamá-lo: "Oi! Dr Jonas de Almeida! O Presidente está requerendo a sua presença em seu gabinete no 15.º andar!".
      Abraço
      Apareçam
      Amor & Poesias Messenger Love & Passion of Lustato Tenterrara
      Parte 3/6

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    13. Parte 4/6
      Viu? Ninguém o chamará de "Oi Dr. Dr,Dr.Mestre, Mestre, Phd, Phd, Phd, Phd, Phd em Matemática Jonas de Almeida! O Presidente está requerendo a sua presença em seu gabinete no 15.º andar! Viu? Título Acadêmico não é Pronome de Tratamento.

      No entanto, pelos usos, costumes e praxe, Doutor, Douto, são utilizados regularmente e usualmente, pois a língua é viva e evolui.

      Outrossim, o Título Acadêmico "Doutor em Matemática"; "Doutor em Filosofia"; "Doutor em Letras", nada possuem ou tenham a ver com o Pronome de Tratamento "Doutor". São díspares: "Êita. E agora, como eu como esse pedaço de manga que caiu na sua manga, sem ninguém mangar de mim?"

      Desse modo vê-se que o Título Acadêmico de Doutor em Matemática, é uma peça apartada e sem nexo, com o pronome de tratamento "Doutor".

      Para me redimir dos alhos com bugalhos, que têm grafia diferente, imagino que aqui estão a discutir-se: Se "manga" pode ser utilizado como parte, detalhe de uma peça de roupa, e por isso não poderia ser a "manga" uma fruta. O que me lembra também o verbo "mangar", cuja 3.ª pessoa do singular do modo indicativo "manga" de todos os que estão a discutir-se aqui sobre o "nada absoluto"; e ocorreu-me também que essa mesma pessoa e modo verbal "nada de modo absoluto" na piscina de seu clube social. E quando dizemos "seu clube", não estamos dizendo que o clube é dele. E de modo singular, esta discussão não é minha.
      Abraço
      Apareçam
      Amor & Poesias Messenger Love & Passion of Lustato Tenterrara
      Parte 4/6

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    14. Parte 5.6
      Ainda temos que informar algumas coisas (coisas = qualquer coisa, objeto, pronome, predicativo, verbo, sujeito). Em nossa "internetada" hoje na web verifiquei passos doentios, já catalogada, que são os "Trolls de Internet" ou os "Flameware", doença que dá prazer ao neurótico cibernético. Consulte a wikipédia. Vários amigos, alguns com 10 perfis, entram em algum foro com o objetivo de inflamar a discussão. Entram perfis de um lado e do outro da questão, quando um internalta não doente emite uma opinião, caem de pau sobre o desavisado internauta. E ainda há perfis dessa mesma corja que entram para acalmar os "nervos" de um ou outro internalta que eles mesmos jogaram na roda. Depois vão pra mesa de um bar (eu iria para a beira-mar) e torcem-se de rir-se dos internautas que pensam estar debatendo assunto sério e com pessoas verdadeiras, e não uma corja teatral onde o maior absurdo é sentir prazer com as reações individuais dos incautos.

      Mas um porém! No google, peguei os 5 primeiros resultados, e fui pela ordem. Este é o segundo. No Primeiro foi aberto por clara fanfaronice, por mera vontade de "esculhambar", vez que o dito cujo que abriu o tópico, o faz com interesse de aparecer, sendo irredutível em suas investidas, e sempre para o lado de que titulo não é pronome, no que concordamos, mas em nossa lingua "até o por que", que é uma partícula interrogativa pode vir a ser substantivo: Qual o porquê dessa falta de senso, onde quem nada sabe diz o que quer e os poucos que sabem são massacrados por trolls de internet (wikipédia).
      Abraço
      Apareçam
      Amor & Poesias Messenger Love & Passion of Lustato Tenterrara
      Parte 6.6

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    15. Por isso que estamos nesse mar de lama.
      o Advogado se preoculpa com o pronome, por ser desacato a autoridade, do mesmo jeito q o policial, autoridade!!!!!!
      Agora, nao tem o menor exclupulo em defender um estuprador, traficante, assassino, ladrao do povo. já sei, vai dizer que todos tem direito a defesa, ok!!!! Mais de onde veio o dinheiro???? Nesse momento nao vale a lei né??? Nao emite recibo, nao declara, nao pergunta a origem.
      Essas são as autoridades que temos!!!!

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    16. Posta a tese pra gente ver Doutores!!

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    17. Caro referido Anônimo que tenta de todas as formas justificar seu título de Doutor, que na verdade nem sei se realmente possui!

      Você se utiliza do verbo "Mangar" para tentar denegrir ao direito adquirido pelo Estado desta nação, aos Advogados de se utilizarem do título de Doutor, pois bem, qual é a sua tese de Doutorado então, e o que ela realmente agregou a este país como nação? e ainda mais digo, o que tal epígrafe fez em relação as diferenças sociais deste país que sofre tanto com tal problema?

      É, muito fácil tentar falar da vida alheia e criticar, mas acredito que alguém que tenha defendido uma tese e seja DOUTOR saiba que não se usa em uma redação pública, como esta, mais de um ponto de Exclamação e Interrogação ao final de uma frase, e o que seria a expressão "OK"? embora tenha procurado no dicionário, que Vossa Senhoria com certeza conhece, essa expressão como regular de nossa amada língua Portuguesa.

      Bom não sou "Doutor" em nada, apenas trabalhei em empresas que fazem a sua vidinha mais fácil, como construindo ferramentas para que os produtos importados chegassem em suas mãos, que Vossa Senhoria possa pegar o ônibus e utilizar seu cartão transporte sem precisar pagar 2 (duas) passagens por ida e volta de seu trabalho, que Vossa Senhoria possa acessar sua conta bancária com segurança e hoje faço com que Vossa Senhoria consiga assistir a seus programas de TV com organização.

      Veja como disse não sou "Doutor" em nada, mas aposto que produzo muito mais sem tal título do que Vossa Senhoria que só sabe falar a frase "Doutor é quem faz Doutorado"...

      OBS: Peço desculpas por meu Português não ser satisfatório, mas pelo menos estou em esforçando para fazer deste país uma nação melhor.

      Passar bem Senhor Doutor Anônimo acima

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    18. Desculpa dizer "Doutor" mas eu tenho 52 anos tenho Doutorado em Engenharia Elétrica pela Universidade de Denver nos Estados Unidos e quem me olha na empresa que trabalho, que no momento uso E.P.I.(Equipamento de Proteção Individual), logo pensa ser um operário e nem mesmo fico ofendido se não me chamam de doutor e que é uma atribuição mais do que merecida logo que passei a maior parte da minha vida estudando, enquanto você que só passou por uma prova de OAB, concurso ou mesmo possui uma carteira do CRM se autointitula "DOUTOR", e ainda se sentem ofendidos por não serem chamados por esse "título".
      Por favor vamos ter humildade, entendo que isso venha da nossa cultura e também a respeito, mas não venha pedir a um verdadeiro Doutor que sacrificou anos de sua vida em estudos, que inclua o Doutor antes de seu nome.

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    19. Lustato Tenterrara,

      Não chamo médico de doutor.
      Muito menos advogados, e quiçá dentistas.
      Seu discurso é dolorido, feio, medíocre.
      Tentativa de auto-afirmação, na minha opinião.

      Um grande "doutor" advogado que conheci, um dia, antes de dar uma palestra, foi confundido com um manobrista - devido ao seu jeito simples de se vestir - e um estudante de direito bundão, já impregnado pela podridão da superioridade que pensava possuir, entregou a ele as chaves de seu carro e pediu que o estacionasse. O tal fulaninho recebeu as chaves das mãos dou "doutor" advogado, no palco, antes do início da palestra. O tal "doutor", amigo de meu pai, sempre pede que o chamem pelo nome, sem o "pronome de tratamento" antes. Palmas para ele!

      Doutor é quem se dispõe a estudar muito mais que os outros, defende uma tese, se doa à vida acadêmica, e na maioria das vezes segue a carreira de professor.
      Isto consta (em outros termos, claro) nos melhores dicionários da lígua portuguesa brasileira, que estão disponíveis a qualquer cidadão comum; e não em qualquer outro documento, ou livro, ou seja lá o que for - de acesso restrito à tais classes que assim insistem em serem chamadas.

      Cultura arcaica dos tempos do império, quando também existia a escravidão, entre outras coisas.
      Os tempos mudaram.

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    20. Chamar advogado e médico de doutor só serve para inflar o ego desses profissionais.

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    21. Ohhh Queridos não chame nosso lindo país de atrasado que Portugal que roubou tudo de nosso país e que se acham o mais culto da cultura aqui é tudo doutores seja de uma merda de um bacharelato ou pseudo licenciatura que agora é udo 3 aninhos que fixe bem 3 ANINHOS de estudos e aqui todos são doutores desde um simples teacher a um médico mete nojoooooooooooooooo e ele se consideram país de 1º mundo, por isto fiquem meus queridos brasileiros bem cladinhos que nós ainda somos muito melhores que muitos que andam a comer ovo e arrotar camarão.
      MORAL DA HISTÓRIA: PAREM DE CHAMAR NOSSO PAÍS DE ATRASADO SE NUNCA SAIRAM DO BRASIL PARA PODER ADQUIRIR CULTURA E PODER ANALISAR NOSSO PAÍS.
      Beijinhos a todos com muito respeito

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    22. "'doutor': 'arcaísmo: no passado, era usado pelos mais pobres para tratar os mais ricos e também para marcar a superioridade de médicos e advogados, mas, com a queda da desigualdade socioeconômica e a ampliação dos direitos do cidadão, essa acepção caiu em desuso'" um dia irei ver isso no dicionário...

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    23. Gente os Médicos estudaram tanto quanto alguém que fez um curso ruim que duraram 2 anos(sem contar os anos de especialização do médico) a menos que os Médicos então vamos respeitar todos tanto os honrados médicos sem doutorados e os os profissionais sem doutorado

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    24. Não vejo porque chamar medicos, advogados, ou quaisquer outros profissionais que tenham se graduado de doutor, a importância não esta no titulo e sim na competencia quem precisa desses salamaleques para se sentir valorizado deve procurar ajuda psicológica. A continuar essa pratica ridicula (sou formada, tenho mestrado e duas pos graduações e ainda estou cursando direito atualmente), sugiro que todos os bacharéis em qualquer ambito que tenham sua formação também o sejam, só para ser mais justa....

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    25. Putz cara, n sei se o cara lá de cima q estava defendendo o dito pronome de tratamento é advogado, mas parece ser, pelo nivel de enrolação. Pronome de tratamento? Acabou virando pela ignorância das pessoas ao longo do tempo, e Vossa excelência pra advogado? JAMAIS! AÍ o camarada tem q estudar um pouquinho português. Sou Engenheiro e n faço a mínima questão que me chamem assim, nem como pronome de tratamento e muito menos como título, a não ser qq me tornar Doutor de verdade.

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    26. como todos sabem Doutor não é pronome de tratamento. Não trato ninguém por esse nome caso o mesmo não tenha esse título. Explicar isso à massa ignorante e sem estudo, é muito difícil, mas às vezes me dou a esse trabalho. O que realmente me indigna é o fato de que a maioria dos médicos e advogados, usam um carimbo e assinam como Dr. Isso é falsidade pura e consciente.

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    27. Doutor é quem faz Doutorado, nem sempre a tradição está correta, mas se formos para o lado popular o mesmo título de doutor de médico e advogado, damos também para qualquer um perito no que faz, ou seja até o padeiro é Doutor.....

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    28. O Filipe Malafaia disse tudo. Tradição é invenção. Então vamos estender o título de doutor para o lixeiro que inventar uma forma mais eficiente de limpar a rua. Ou o engenheiro que desenvolver uma tecnologia inovadora de construção. Ou um professor que promover uma revolução positiva na cabeça dos seus alunos.
      Constrangedor mesmo, é um advogado pé-rapado oriundo de uma faculdade vagabunda, ser chamado de doutor.
      A tal da tão defendida tradição coloca tudo quanto é advogado, tantos os brilhantes quanto os medíocres no mesmo saco. Ridículo !!!

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    29. Curso de direito é tão bom que voce fica 5 anos estudando , se dedicando , se forma, em um curso reconhecido pelo MEC, se torna bacharel e depois ainda tem que provar para a OAB que voce é capaz de advogar fazendo uma prova ... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      Nem a OAB da credito ao curso.... kkkkkkkkkkkk

      Na minha opinião Doutor é quem faz Doutorado,,,,

      Qual a diferença de um médico para um veterinário??

      Ignorantes: aaaaiiii , veterinário cuida de animal , médico de genteeee é mais importante.....

      Eu provo para voces que Veterinário é importante igual Médico, querem ver??

      Pergunte a si mesmo : Eu gosto mais da Dilma nossa presidente ou do meu cachorrinho aqui em casa?

      é meu amigo , o veterinário nesse caso é mais importante que um médico.....
      Seu cachorrinho é mais importante néé, , kkkkk

      Os dois sendo apenas graduados o Medico é DR.... kkkkkkkkkkkk

      Então lhes pergunto:

      Qual a diferença de um advogado para um engenheiro civil?
      Qual a diferença de um advogado para um dentista?
      Qual a diferença de um advogado para um analista de sistemas?
      Qual a diferença de um advogado para um quimico?

      sendo que todos são apenas bacharelados?????

      Por isso que o Brasil é um país de 3º mundo , e sempre vai ser......

      Obs: sou advogado....

      Abraços...

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    30. Me mostre sua tese aprovada, depois de dois anos de mestrado, mais quatro longos anos de doutorado que não terei problema algum em te chamar de doutor! Agora, se só possui graduação (e na maioria das vezes em uma universidade particular), eu vou é rir da sua cara!

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    31. Exatamente como muitos relatos, "DOUTOR"é para quem fez DOUTORADO. Ou então teremos também que chamar ENFERMEIROS, ASSISTENTES SOCIAIS, FARMACÊUTICOS, EDUCADORES FÍSICOS, PROFESSORES, enfim, todos que cursaram uma faculdade, de doutores, nada mais justo, pois fizeram faculdade também todos fizeram GRADUAÇÃO EM ALGUMA UNIVERSIDADE DO PAÍS. Agora DOUTORADO é DIFERENTE de GRADUAÇÃO. O título é merecido com muito esforço e tem que ser respeitado. O problema é que a própria população não tem conhecimento de fato.

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    32. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...

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    33. Eu posso chamar um medico ou advogado de doutor, mais nao sou obrigado a isso.

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    34. Quem termina um pós de doutorado, e não é para qualquer um, seria "doutor dos doutos"? Mas como estamos no Brasil, usou sapato é doutor: " E AÍ, VAI GRAXA, DOUTOR"?

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  2. Pois é, anônimo(a). A longa tradição talvez já justificasse o atual título, independentemente do profissional ter feito doutorado. Não sei se digo felizmente ou infelizmente, mas vivemos de convenções, e como tal, temos que conviver com suas vantagens e dissabores. Abraço!

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  3. Anônimo, vc deve ter uns 200 anos pra ter tanta certeza! ou talvez não fez nem pretende fazer doutorado. acontece que se a graduação é um passo montanhoso para muitos o doutorado é duas vezes mais difícil, por que não chamar pelo nome? chamar um bacharel de doutor é igualá-lo ao nível de quem fez o doutorado, um absurdo, mas realmente tenho que assumir, por pior que pareça não é o fim do mundo...

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  4. Prezado Robério, não se doa pelo fato de chamarem os advogados de doutores sem q estes tenham feito um doutorado. O advogado defende teses todos os dias, procure se informar mais. Ainda, este doutor não tem nada a ver com o título acadêmico. Quanto às suas desvantagens, se não estas satisfeito, torne-se um advogado!! Pessoas como você fazem o Brasil andar pra trás. Pare de reclamar a glória de outros e conquite a sua. Q faculdade de direito é muito tradicional e difícil de ser concluída, sem dizer do exame da ordem. Não tire o mérito de que teve êxito. Isso só te diminui. Os advogados são doutores por excelência!

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    1. Nathan e Robério

      Lamento pelo seu ponto de vista... Anualmente as faculdades despejam milhares de advogados por aí! Hoje em dia você encontra bacharéis em direito até dirigindo taxi para sobreviver, e portanto fica claro que uma das faculdades mais fáceis de concluir é a do curso de Direito.

      O sujeito para ter a honra de utilizar o título de doutor, precisa estudar muuuuito, advogar com excelência, e encarar de frente uma bancada de doutores para defender a sua tese. Isso é para pouquíssimos !!

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    2. Nathan, ninguém está dizendo que é fácil concluir faculdade de direito e o exame da ordem. Mas isso não é requisito para se obter o título de doutor. Não é doutor e ponto final. Advogado que exige ser chamado assim é babaca e adora adulação. Não tem essa de "doutor por excelência". É doutor quem ralou em um curso de doutorado, perdendo noites estudando e tendo que ler 3, 4 livros em dois dias.

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    3. caro Nathan

      engenharia é uma faculdade muito mais dificil que direito, nem assim os engenheiros exigem titulos de doutores.
      Pessoal ligado a direito geralmente é narcisista e se sente superior aos demais academicos.

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  5. Prezado Nathan, não me dói o fato de os advogados serem chamados de "doutor" sem o respectivo título acadêmico. Deveras não me dói! A postagem se limitou à informação, à raiz histórica de tal fato. Talvez uma releitura de sua parte constatará isto. Para se saber que advogados defendem teses em suas labutas diárias, caro participante, não é necessariamente obrigatório ser advogado: basta um pouco de lucidez para tanto. Se me permite, diuturnamente vivo o direito, estou inserido em tal ciência, de sorte que sua defesa é compartilhada com a minha. Não obstante, repito o que já o fiz num comentário anterior: vivemos de convenções, e como tal, cada vez mais se tem rejeitada a prática de se chamar de doutor quele que não tem o respectivo título acadêmico. Insisto: a postagem não teve a intenção de criticar a velha tradição, mas somente de informar. Não entendi sua frase: "Pessoas como você fazem o Brasil andar para trás". Você foi genérico em sua análise a meu respeito. Parece-me que interpretou como se eu estivesse criticando (ou não reconhecendo) o mérito dos advogados. Não entrei em tal seara. O texto está óbvio. Sugiro uma releitura, pois textos mal compreendidos geram celeumas desnecessárias, fúteis, e por sua vez geram dissabores e prejuízos, algo ruim para o Brasil. E sobre o mérito de advogados posso dizer o seguinte: há os bons e os maus; os justos e os injustos; os honestos e os desonestos, de sorte que só os primeiros citados na lista de adjetivos é que cooperam com o bem da humanidade e a glória de toda a sociedade, ao passo que os demais, com o inverso (tenham ou não doutorado). Você poderia estar se perguntando: afinal, eu (Robério) defendo ou não a velha a tradição? Resposta: não dou tanta importância à questão, embora é presumível que alguns gostam de tal título por mera vaidade (mesmo sem o doutorado), ao passo que outros são indiferentes. Não sei em qual dos grupos você está inserido, pois sequer sei se você é advogado. Você deu seu ponto de vista: doutores não devem ser, obrigatoriamente, aqueles que concluem um doutorado. Seu recado está publicado. E como eu disse no comentário a que me reportei há pouco, felizmente/infelizmente vivemos de convenção e, segundo esta, só é doutor quem concluir satisfatoriamente um doutorado.

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    1. DE quê vale tanto esforço para fazer um doutorado,para ser visto do mesmo jeito que um bacharelado? quer ser um doutor? faça por merecer-lo.

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    2. Esse ai é advogado em?
      Que bla, bla, bla meu Deus, essa é a ciência dos enrolões...

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  6. BESTEIROL completo... chama o cara pelo nome e pronto ... !!!!

    Deve-se seguir o Manual de Redação da Presidência da República....

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  7. Não acho que o comentário do Rogério seja um retrocesso, muito pelo contrário, acho que devemos dar reconhecimento a quem merece. Doutor é quem tem doutorado, digo mais, essa postura de assumir que o curso de direito ou medicina ou ainda a profissão exercida pelos que estes cursos fizeram é muito difícil é pura arrogância. Todo curso é difícil, não vou entrar em detalhes sobre o meu caso, mas acho que o meu curso também tem alto grau de dificuldade, devo então ser chamado de doutor? Claro, o dia que eu terminar meu doutorado!
    Dar título a quem não tem, isso sim é um retrocesso.

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  8. Você quis dizer 'Robério"? Parabéns pelo comentário.

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  9. Esta errado, pois se não tem doutorado não merece ser chamado de doutor.
    Porque os ADMINISTRADORES não são chamados de doutor se estudaram muito como a tradição fala.
    Não acho justo um administrador chamar um advogado de doutor e o advogado não se reportar da mesma forma!
    Como podemos falar em direitos iguais neste país com tanta desigualdade!
    Vamos abrir os olhos e deixar de vaidade.
    Muitas famílias dependem das decisões dos ADMINISTRADORES; que administra os hospitais, fóruns, construtoras e outros(as)empreendimentos.

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  10. Fico pensando..., nos menosprezam por não termos feito um doutorado e não defendido "a tese inedita", entendo. Mas há um equivoco , os bachareis em direito não são chamados de doutores amigos, só os operadores de direito, Advogados. Se acham que os advogados não tem porque serem chamados de doutores eu tambem acho que todos que se intitulam doutores e os bachareis de outras areas não titulares deste, deveriam fazer um "exame de ordem" como nos fazemos e ver o que ocorria. Pois pelo que consta só nos temos tambem este "privilegio" já que o tratamento deve ser igual que as agruras sejam iguais tambem.E olhem:a maioria se surpreenderia com a competencia de nosso doutores academicos e bachareis neste pais.Seria uma decepção...

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    1. Um doutor defende tese para banca especializada, após anos de produção de pesquisa acadêmica e cientítifica. É 'um pouco' mais que passar em prova de ordem. Vai fazer doutorado amigo, assim vc fica menos rancoroso e utiliza, com toda a justiça, o titulo de doutor.

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  11. o artigo só mandou mal numa coisa, dizer que juizes e promotores são superiores aos advogados ´´e o fim do mundo!!!

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    1. Quando o artigo diz que juízes e promotores eram autoridades superiores aos advogados, ele se referia (embora não tão explícito) ao fato de os dois primeiros exercerem a função pública, por pertencerem ao ente público, e jamais porque os mesmos sejam, como cidadãos ou como profissionais, superiores aos advogados.

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    2. espertão, advogado exerce função pública.

      ja viu processo sem advogado? existem as exceções, mas tem um capitulo bem grande do advogado como essencial a justiça

      nao tente justificar o injustificavel

      está claro que o autor do texto tem alguma raiva de algum advogado e fez um texto todo parcial dando a entender que os advogados, dentre os profissionais chamados de doutor, sao os que menos tem razão de assim serem chamados.

      para nao ficar muita discussão, vá ler um texto de verdade com pesquisa historica que explica tudo:

      http://www.professorsimonassi.com/index.php?option=com_content&view=article&id=448:advogado-e-doutor-sim&catid=42:dicas-de-direito-donstitucional&Itemid=64

      texto com referencias legislativas e nao apenas com "achismo"

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    3. "está claro que o autor do texto tem alguma raiva de algum advogado". Não, não está claro, tanto que não tenho "raiva" da classe dos advogados. Pelo contrário, admiro-os, embora muitos têm-se portado de forma antiética. "e fez um texto todo parcial dando a entender que os advogados, dentre os profissionais chamados de doutor, sao os que menos tem razão de assim serem chamados". O texto também não dá a entender isto. Você é que deduziu (um direito seu)."para nao ficar muita discussão, vá ler um texto de verdade com pesquisa historica que explica tudo". Muito interessante a matéria disponibilizada. No entanto, ela não está em contradição com meu texto, apenas discrepâncias. A matéria de meu blog sugere, claramente, tratar-se do título acadêmico e não daquele diretamente ligado à apresentação de tese (que, segundo se depreende de sua análise, pode ser exposta até mesmo no trâmite processual, no qual o advogado revela todas as suas argumentações para convencer o julgador). Ocorre que, no Império, para ser doutor, o advogado tinha que apresentar uma tese, que seria sujeita à análise de uma banca de examinadores. Leia o art. 9º da lei, o qual diz: "Haverá tambem o grào de Doutor, que será conferido áquelles que se habilitarem som os requisitos que se especificarem nos Estatutos, que devem formar-se, e sò os que o obtiverem, poderão ser escolhidos para Lentes". Quais eram essas especificações? Militância e apresentação de uma tese perante uma banca. Esta tese, hoje, não seria a de doutorado (aquela depois do mestrado)? Dizer que o advogado em sua labuta diária apresenta teses, de modo a habilitá-lo ao título de doutor é, no meu entender, forçar a interpretação da lei do Império. O texto apresentado por você em nenhum momento mostrou que se extrai da lei a conclusão de que as teses lançadas no caderno processual habilitam o advogado ao respectivo título. Antes, o texto defende a habilitação em tais condições, mas não demonstra que a lei o tenha feito. São duas coisas diferentes. Assim, ou se credita votos à defesa de que as teses lançadas no curso processual são suficientes para o título de doutor ou se dá crédito ao texto legal do império, o que faria com que, neste último caso, o título fosse concedido a quem satisfizesse as duas condições. O problema é que o texto trazido por você invoca ao mesmo tempo a dita lei, mas não conseque provar que a tese se limita às labutas no curso processual. Concorda comigo?

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  12. Francisco Nascimento22 de janeiro de 2012 20:03

    A arrogância o desqualifica para a alcunha de Doutor, Sr. Anônimo. Na era do conhecimento, todas as áreas são difíceis e desafiadoras. Só não vê isso quem ficou no século XIX.

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  13. me desculpe amigo blogueiro, mas vc fez um texto parcial de modo a apenas conseguir obter ao final o pensamento logico de que voce esta certo.

    porem, vc esqueceu de mencionar que o tratamento "doutor" a advogados sempre existiu, decorre de lei inclusive, umalei antiga, dos tempos do império é verdade, mas ainda sim vigente e carregada com toda a tradiçao que existe.

    E por que concederam ao advogado a prerrogativa de ser chamado de doutor? Simplesmente porque no dia a dia o advogado está a elaborar e defender novas teses.

    Mas deve ser o advogado que exerça profissão.

    Quem se apropriou indevidamente do termo foram os medicos e depois se banalizou para os juizes.

    Fazer um texto apenas para reconfortar seu ego com a razão que o sr. tem ctz que lhe assiste, lhe dá conotação mediocre e informa mal os seus leitores.

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    1. Definitivamente, não foi minha intenção ser parcial. Não tenho razões (nem pessoais nem profissionais) para defender uma posição que venha satisfazer meu ego neste sentido. Meu texto não sugere interesse em alimentar ego algum, e aqueles que lidam comigo no cotidiano o sabem melhor ainda. Portanto, erra quem achar que meu texto desejou ferir ou acalentar quem quer que seja. Quanto ao debate histórico, mantenho o que escrevi.

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  14. quem realmente tem DOUTORADO, nem faz questão de ser chamado de DOUTOR.

    tenho doutorado pelo UFPE e estou realizando meu Pós-Doutorado na UFRGS. meus alunos me chamam pelo nome e nem exijo que eles me chamem de DOUTOR.

    besteira, pura besteira!

    quem se incomoda em chamar advogados, médicos e até mesmo dentistas de DOUTORES, faça como eu: chame-o pelo nome.

    obs: muitos deles se espantam qdo os chamo assim... rs

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    1. Isso acontece por vc ter Doutorado em ciencias ocultas!
      Puro dispeito e revolta em não querer chamar médicos e advogados de doutores...

      Pobre coitado! Revoltado...

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  15. Entendo que as convenções sociais são importantes e devem ser mantidas. Se o chamamento de Doutor á um advogado é importante nas lides forenses, que seja. Sou advogado, professor e contador e não é uma alcunha que me renderá maior ou menor respeitabilidade.
    O termo Doutor serve para os advogados, juizes e promotores manterem o formalismo processual e creiam, em muitos casos é importante, para retirar o excesso de intimidade que poderia invalidar um processo.
    No dia-a-dia, cada um de nós é o que é e deve ser reconhecido por isso.
    Me preocupa, de todo, é a falta de educação que impera. Imagine que as pessoas, mesmo desconhecendo seu interlocutor o trata de forma absolutamente informal, ou seja, por "você". A coisa é mais ou menos por ai.
    Assim, entendo como alguns que postaram seus comentários que se há uma convenção, que seja seguida, porém, se for de forma respeitosa, não há problema algum que seja - qualquer um, autoridade, ou não - chamada pelo nome. Isso não ofende e nem desmerece ninguém.
    De mais, deixem que nos chamem de doutores, mas, se quiserem fazê-lo pelo nome, não vai diminuir ninguém.

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    1. Anônimo, boa noite.
      Peço vênia sobre a sua colocação sobre a expressão "você", Sabes a origem desta palavra ?
      Peço permissão para elucidar qualquer dúvida quanto a mesma. No tempo do Brasil Colonial, no momento em que a Corte Portuguesa veio para estas eiras com a finalidade de evadir-se do jugo de Napoleão, os membros da referida Corte (ou Coorte) tratavam-se respeitosamente de Vossa Mercê. Ocorre que os escravos, por não dominarem a língua estrangeira à eles impostas, não conseguiam pronunciar o Vossa Mercê de forma correta, vindo a gerar variações, as quais vieram a terminar no termo VOCÊ, portanto, quando alguém se dirigir à outrem com a expressão supra citada (claro que depende da conotação dada no embate verbal) está meramente tratando o seu interlocutor como se o mesmo fosse da Coorte Imperial, portanto, não cabe a sua expressão - mesmo desconhecendo seu interlocutor o trata de forma absolutamente informal, ou seja, por "você" - Novamente peço vênia por utilizar a sua expressão e, ai fiz o que chamamos de corta e cola para evitar alterações na sua própria redação.
      No restante do tema em debate, acredito ser desnecessário, apenas cria celeuma e discórdia entre os interlocutores. (Sou Funcionário Público Federal e Advogado) Com muita honra, tenho atuado na justiça em caráter beneficente, pois o salário do SPF me é suficiente, podendo me dar ao luxo de labutar em causas em que abro mão de meus honorários, pois trabalho para os pobres necessitados.
      A todos despeço-me sem a intenção de voltar a interferir por acreditar que o título de DOUTOR fora dos tribunais é meramente ilusório, nos tribunais tem a função (como alguém já citou acima) de estabelecer uma ordem no caos que seria se não houvesse uma disciplina operando no terreno do Judiciário.
      Meus respeitos pelas suas opiniões, mas permitam-se ter a minha.
      Boa noite.

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    2. NOBRE E DOUTO COLEGA, CORROBORO "IPSIS LITTERIS" COM VOSSA DOUTA OPINIÃO. É ASSIM, "IPSO FACTO"! RAZÃO PELA QUAL, "PERMISSA VENIA", PEÇO-LHE, HUMILDEMENTE, PARA TRANSCREVER, "IN VERBIS", O DITO PELO NOBRE COLEGA, A FIM DE COLOCAR PERPÉTUO SILÊNCIO NAS INÓCUAS ARGUIÇÕES PRETÉRITAS: "o título de DOUTOR fora dos tribunais é meramente ilusório, nos tribunais tem a função (como alguém já citou acima) de estabelecer uma ordem no caos que seria se não houvesse uma disciplina operando no terreno do Judiciário."
      POR DERRADEIRO, FAZ-SE MISTER ASSEVERAR QUE O ADVOGADO, COMO JURISTA, DEFENDE "TESES" TODOS OS DIAS, EM SUA LABUTA DIÁRIA E, MUITAS DESSAS PESSOAS QUE AQUI OS CRITICAM, QUANDO PRECISAM DE UM ADVOGADO, APOSTO QUE MUDAM O TOM DA CONVERSA QUANDO SE DEPARAM COM O SEU "DIREITO" FERIDO, QUANDO SE ENCONTRAM ENCARCERADOS OU PRESTES A PERDEREM O SEU PATRIMÔNIO ETC...A MANUTENÇÃO DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO: PAPEL PRECÍPUO DO ADVOGADO. "EX POSITIS", ENCERRO DIZENDO QUE "A ADVOCACIA É UM SACERDÓCIO!"...

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  16. Rafael: -Pessoal, eu sou acadêmico de direito e resolvi pesquisar na google o porque dos advogados e pessoas que atuam no ramo são chamados de doutores. Infelizmente, o blog me deixou a desejar,caso queiram informações mais precisas, segue:

    É longa a explicação, mas espero que satisfaça sua curiosidade!
    A Universidade de Paris que começou a conceder a honraria somente aos diplomados em Direito, chamando-os de DOCTORES CANONUM ET DECRETALIUM, por volta o título de Doutor é honraria legítima e originária dos Advogados ou Juristas, e não de qualquer outra profissão. Os próprios Juízes, uns duzentos anos mais tarde, protestaram (eles também recebiam o título de Doutor tanto das Faculdades Jurídicas como das de Teologia) contra os médicos que na época se apoderavam do título, reservado aos homens que reservam as ciências do espírito, à frente das quais cintila a do Direito!
    Não é sem razão que a BÍBLIA – livro de Sabedoria – se refere aos DOUTORES DA LEI, referindo-se aos jurisconsultos que interpretavam a Lei de Moisés, e PHISICUM aos curandeiros e médicos da época.
    Sendo essa honraria autêntica por tradição dos Advogados e Juristas, entende-se que a mesma só poderia ser estendida aos diplomados por Escola Superior, após a defesa da tese doutoral. Agora, o bacharel em Direito, que efetivamente milita e exerce a profissão de Advogado, por direito lhe é atribuída a qualidade de Doutor. Se não vejamos: O Dicionário de Tecnologia Jurídica de Pedro Nune, coloca muito bem a matéria. do século XII. Eram estudiosos do Direito, e quando ocorreu a fusão deste com o Direito Canônico, passaram a chamar os diplomados de DOCTORES UTRUISQUE JURIS.
    Percebe-se daí, que, pelas suas origens,
    Eis o verbete: BACHAREL EM DIREITO - Primeiro grau acadêmico, conferido a quem se forma numa Faculdade de Direito. O portador deste título, que exerce o ofício de Advogado, goza do privilégio de DOUTOR.
    O decano dos advogados de Campinas – Dr. João Ribeiro Nogueira – pesquisador incansável, lembra muito bem em artigo publicado no "Correio Popular" de 3 de agosto de 1971, um alvará régio editado por D. Maria I, a Pia, de Portugal, pelo qual os bacharéis em Direito, passaram a ter o direito ao tratamento de DOUTORES! Ora, todos sabem que uma lei só perde sua vigência quando revogada por outra lei. Assim, está plenamente em vigor no Brasil esse alvará que outorgou o título de DOUTOR aos advogados! Não consta nesse alvará legal, que tenha sido estendido a nenhuma outra profissão! E tanto isto é verdade, que à época, um rábula, de notável saber jurídico e grande honrabilidade, obteve também a honraria, por exercer a profissão, mas foi necessário um alvará régio especial, sendo doutorado por decreto legislativo, pois não era advogado diplomado em Faculdade de Direito.
    A lei está em vigor, assim como tantas outras da época do Império, que não foram revogadas, como o nosso Código Comercial de 1850, em partes.
    Por tradição e por direito, somos Doutores. E não poderia também ser de outra forma, uma vez que, exercendo a profissão de Advogado, o bacharel em Direito, está constantemente defendendo teses perante Juízos e Tribunais, que, julgando procedentes suas razões, estarão de um modo ou outro, aprovando suas teses, sobre os mais variados ramos do Direito. E o que se dizer do Advogado perante o Tribunal de Júri, Tribunais Superiores, Auditorias? Não sustenta diária e publicamente suas teses?
    Os motivos são inúmeros, como você viu. Eu sou Advogada, e pela lei, isso é um direito que todo Advogado possui. Se outras profissões também o fazem, devem igualmente lutar para que esse título seja outorgado a eles também.
    Não é pretensão do Advogado, está na lei!

    Fonte(s):

    Artigo "Advogado - Doutor Por Direito e Tradição" do Dr. JÚLIO CARDELLA, publicado na Tribuna do Advogado de Outubro de 1986, pág. 5.

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  17. Rafael : Quero deixar claro, que depois de defender minha tese e me tornar um militante, não farei a mínima questão em ser chamado de doutor, mas estou de acordo com oque acabara de ser dito a cima: em uma relação processual se faz necessário para que não haja excesso de íntimidade.Atualmente, costumo chamar tanto médicos quanto advogados de doutores e isso não me incomoda, minha pesquisa aqui era exatamente para saber porque os chamo assim.

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  18. Sem o doutorado, não se deve receber o titulo de doutor. Pois a pessoa que incentiva essa mentira, acaba mentindo para si mesmo. Agora, voce advogado deseja ser chamado de doutor? Então, vá estudar. por que não estamos mais no período do império.

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    1. Concordo contigo, realmente, é Doutor quem tem doutorado. Faço Direito e não tenho a pretensão vaidosa de ser chamada de Dra antes de concluir todas as etapas. O que me enfureceu foi você mandar alguém estudar, uma vez que muito provavelmente não é capaz de discernir o ''por que'' separado, do ''porque'' junto, certo?! Eu explico, ''por que'' separado é utilizado quando PERGUNTAMOS algo no início ou meio da frase; ''porque''junto é utilizado quando RESPONDEMOS algo. Reveja SEUS conhecimentos, para então opinar em determinado assunto e tratar o outro com prepotência sem ao menos ter moral para tanto!

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  19. promotores, advogados e demais profissionais que atendem pelo titulo de doutor, vão elaborar e defender uma tese primeiro, para só depois mereçer a patente!!!
    o dicionário é taxativo! doutor é aquele indivíduo que defende uma tese!!
    quem é graduado é só graduado!!!não adianta querer pular de galho!! Advogado(e e outros) é um nome feio, sem peso, que precisa de complemento é??? se toquem!

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  20. É justamente pq temos que estudar todos os dias e muito, para resolver as cagadas que pessoas criam e se metem, é que não estamos mais no período do Império e temos o título de doutor. Para ajudar a regular um sociedade sem noção e pior sem educação, a qual não tem respeita valores.

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  21. Pessoal! Para ninguém ficar magoado, segue informação buscada no site "CaféHistória“. O título de doutor foi concedido aos advogados por Dom Pedro I, em 1827. Título este que não se confunde com o estabelecido pela Lei nº 9.394/96 (Diretrizes e Bases da Educação), aferido e concedido pelas Universidades aos acadêmicos em geral.

    A Lei de diretrizes e bases da educação traça as normas que regem a avaliação de teses acadêmicas. Tese, proposições de idéias, que se expõe, que se sustenta oralmente, e ainda inédita, pessoal e intransferível.
    Assim, para uma pessoa com nível universitário ser considerada doutora, deverá elaborar e defender, dentro das regras acadêmicas e monográficas, no mínimo uma tese, inédita. Provar, expondo, o que pensa.

    A Lei do Império de 11 de agosto de 1827: “ cria dois cursos de Ciências Jurídicas e Sociais; introduz regulamento, estatuto para o curso jurídico; dispõe sobre o título (grau) de doutor para o advogado”. A referida Lei possui origem legislativa no Alvará Régio editado por D. Maria I, a Pia (A Louca), de Portugal, que outorgou o tratamento de doutor aos bacharéis em direito e exercício regular da profissão, e nos Decreto Imperial (DIM), de 1º de agosto de 1825, pelo Chefe de Governo Dom Pedro Primeiro, e o Decreto 17874A de 09 de agosto de 1827 que: “Declara feriado o dia 11 de agosto de 1827”. Data em que se comemora o centenário da criação dos cursos jurídicos no Brasil. Os referidos documentos encontram-se microfilmados e disponíveis para pesquisa na encantadora Biblioteca Nacional, localizada na Cinelândia (Av. Rio Branco) – Rio de Janeiro/RJ.

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    1. Então vão andar de charretes e usar lamparina DOUTORES!

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  22. Se não deve doer para as pessoas em geral chamar esses profissionais de doutores o que isso acrescenta a eles? Reconhecimento? Ora, isso se consegue com o trabalho, com o ganho das suas causas diárias...um "muito obrigado" e o pagamento de honorários caríssimos não basta? Isso é só para o ego deles.

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    1. Concordo com o comentario acima. Sou advogado, sem doutorado (ainda), e não me valho pelo "titulo" de doutor. Meu reconhecimento vem pelos meus honorarios, pelo serviço que presto! Quando concluir um douramento, ai sim terei orgulho de ser chamado de Doutor.

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  23. Não é difícil encontrar quem menospreze a classe dos advogados, expurgando dos seus membros o título legítimo de Doutor. Mas é inerente a capacidade intelectual compreender que o ignorante fala, e só, nos domínios dos conhecimentos seus, e, portanto, não detém nenhum domínio.

    Apenas energia desperdiçada inutilmente! A jóia encravada no seu crânio é estéril. As razões de direito e argumentos jurídicos aduzidos, fincam convicção de que ostentar o título de doutor, para o advogado é um direito, e não uma mera benevolência. Tal raciocínio nos conduz a conclusão de que o título acadêmico e o título dado à classe advocatícia não se confundem, possuem natureza diversa. E sustentar qualquer um dos dois é sem dúvida um ato de imensa coragem e determinação. Exige do ser humano o mínimo de capacidade intelectual em concatenar idéias, assimilar conhecimentos, fatos e atos, correlacionar, verbalizar, o todo, a parte… etc. Melhor ir além…e no caso do advogado, sem dúvida, exige mais… independência de caráter, isenção, continuidade, credibilidade, responsabilidade. Aos doutores advogados por tanto e tanto, deve-se, seguramente, elevada estima e grande consideração, por entregarem suas vidas profissionais à resolução de conflitos de interesses, dando muitas vezes a casos insolúveis, admirável solução.” [sic]

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    1. Quer dizer que quando Eu terminar meu curso de direito que vou começar esse ano não vou ser chamado de dotor? então disisto

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    2. Eu li a lei de 1827 e não encontrei que ao passar na prova da OAB o sujeito recebe titulo de Doutor, meu esse negócio é de 1827 da época imperial, onde qualquer rico era chamado de Doutor como título de superioridade... Pelo que sei hoje para receber esse título acadêmico, deve fazer doutorado.

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  24. Ignorantes, consultem:

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/LIM/LIM-11-08-1827.htm

    Lei de 11 de agosto de 1827, e parem de defecar pela boca.

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  25. Ai gente! Eu adorei todos estes comentários! Eu sou Doutora (defendi uma tese em sessão pública, perante uma banca de outros Doutores renomados e fui considerada apta a receber o tal famigerado título).
    Sou documentadamente Doutora e guardo (guardo na GAVETA e não na parede. Isto é muito jacu!!!) este título para fins profissionais (concursos ou planos de cargos e salários).
    Não me sinto bem quando me chamam de Doutora. Não quero ser superior a ninguém muito menos ter aquele ranço de magnitude.
    Porém, por diversas vezes estou por aí, sempre com meu tênis, calça jeans e camiseta e todos me olham ou começam uma conversa (hipoteticamente com alguém comum disperso no meio da multidão. Sim! Porque sou uma pessoa comum!). Porém, após 10 - 15 minutos de conversa (nada altamente técnico ou arrogante. Com muita simplicidade). As pessoas começam a falar: "pois então, Doutora!".
    A raiz da palavra é dok-, da qual provém a palavra latina docere, que por sua vez derivou em doctoris (mestre, o que ensina).
    Agora entendo porque mesmo camuflada, as pessoas me rotulam com o título: EU SEMPRE ENSINO OU PASSO ALGO ÚTIL E DO BEM PARA ALGUÉM E NÃO COBRO POR ISSO. DEUS ME DEU E EU SÓ REPASSO...
    Pensem nisso!
    Abraços

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    1. Cláudia, estávamos precisando de um comentário lúcido, desprovido de ódio, de revanche, de disputa. Parabéns pela exposição, inclusive em relação à etimologia do termo em questão, a qual está em perfeita sintonia com o que dissemos no terceiro parágrafo da matéria.

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  26. O autor estava indo até bem até dizer que juízes e promotores são "autoridades maiores que os advogados".
    Advogado não é autoridade nem menor nem maior que juiz e promotor, simplesmente por que advogado não é autoridade. Ele exerce um "munus" público, mas não é funcionário público. Ele é, nos termos da Constituição Federal, "indispensável à administração da Justiça". Por lei, não há hierarquia entre advogados, juízes e promotores.

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  27. Apenas para finalizar a discussão sobre a questão da validade do título outorgado pelo tal decreto de Dom Pedro I aos advogados, cito o brilhante texto que acabei de desenterrar…Para quem ainda tiver alguma dúvida, basta avaliar as credenciais do autor, no final do texto….

    Quanto ao “pronome de tratamento” “doutor”, sugiro consultar qualquer gramática da lingua portuguesa….

    Depois disso, só resta a bajulação ornamental corporativista e o ego exacerbado de alguns advogados…

    Selo da vaidade
    O Império, os doutores e os coronéis do Brasil.
    por Marcelo Dolzany da Costa

    A propósito do artigo “Doutores e ‘Doutores’” (Consultor Jurídico de 20/9/02), indagaram-me se um decreto assinado por Dom Pedro I, em 1825, fundamentaria o emprego do título “doutor” aos bacharéis em Direito. Agradou-me o contraponto especialmente porque fundado numa visão exclusivamente legalista, daí fácil seu desate. (Nós outros da área jurídica já acreditamos que se liquidaria até inflação com um simples tiro de decreto-lei ou, se necessário, uma rajada de medidas provisórias).

    Os cursos jurídicos foram instituídos no Brasil por obra do decreto imperial de 1º de agosto de 1825. Um de seus artigos outorgava aos concluintes da faculdade de Direito o título de “doutor”. As oligarquias não mais precisariam enviar seus filhos à Universidade de Coimbra, mas a Pernambuco e São Paulo. Rompia-se um dos laços mais fortes com a Metrópole.

    O advento da República ainda esperaria a década de 30 para que se estabelecessem as bases de um sistema nacional de educação. A Constituição de 1934 explicitou a competência da União para legislar sobre as diretrizes e bases da educação nacional. A influência entre nós remonta à unificação italiana na segunda metade do século XIX. Um exemplo dessa inspiração é a lei piemontesa de 1861, cujos propósitos urgentes eram a erradicação do analfabetismo e a implantação de uma língua nacional como fator de consolidação do movimento de Garibaldi (BARBAGLI, 1974: p. 29, apud SAVIANI, 1997: p. 205). No Brasil, o espírito federativo desprezado na República Velha ressurge para reconhecer a cooperação entre os Estados-membros e a União na política de ensino.

    Para encurtar a referência à legislação nacional, recuo o suficiente para lembrar nossa primeira Lei de Diretrizes e Bases – LDB, a lei 4.024, de 20/12/1961. Seu artigo 69 previu que “nos estabelecimentos de ensino superior podem ser ministrados (…) os cursos de graduação, pós-graduação e de especialização”. O legislador deixou bem claro que tais cursos não eram sinônimos: graduado é graduado, pós-graduado é pós-graduado, especialista é especialista.

    O art. 17 da lei 5.540, de 28/11/1968, a Lei da Reforma Universitária, praticamente reiterou a classificação acima e aproveitou para acrescer o verbete ‘aperfeiçoamento’ aos cursos de especialização. Em passagem anterior, a mesma lei atribuiu à Câmara de Educação Superior, na tarefa de assessoramento ao ministro da Educação e do Desporto, o poder-dever de deliberar sobre (a) diretrizes curriculares para os cursos de graduação, e (b) os relatórios para reconhecimento periódico de cursos de mestrado e doutorado (art. 9º, § 2º, letras ‘c’ e ‘g’). Como se vê, a distinção entre os três graus acadêmicos continuou.

    (continua no próximo post)

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    1. Doutor é quem faz Doutorado
      No momento em que nós do Ministério Público da União nos preparamos para atuar contra diversas instituições de ensino superior por conta do número mínimo de mestres e doutores, eis que surge (das cinzas) a velha arenga de que o formado em Direito é Doutor.
      A história, que, como boa mentira, muda a todo instante seus elementos, volta à moda. Agora não como resultado de ato de Dona Maria, a Pia, mas como consequência do decreto de D. Pedro I.
      Fui advogado durante muitos anos antes de ingressar no Ministério Público. Há quase vinte anos sou Professor de Direito. E desde sempre vejo "docentes" e "profissionais" venderem essa balela para os pobres coitados dos alunos.
      Quando coordenador de Curso tive o desprazer de chamar a atenção de (in) docentes que mentiam aos alunos dessa maneira. Eu lhes disse, inclusive, que, em vez de espalharem mentiras ouvidas de outros, melhor seria ensinarem seus alunos a escreverem, mas que essa minha esperança não se concretizaria porque nem mesmo eles sabiam escrever.
      Pois bem!
      Naquela época, a história que se contava era a seguinte: Dona Maria, a Pia, havia "baixado um alvará" pelo qual os advogados portugueses teriam de ser tratados como doutores nas Cortes Brasileiras. Então, por uma "lógica" das mais obtusas, todos os bacharéis do Brasil, magicamente, passaram a ser Doutores. Não é necessária muita inteligência para perceber os erros desse raciocínio. Mas como muita gente pode pensar como um ex-aluno meu, melhor desenvolver o pensamento (dizia meu jovem aluno: "o senhor é Advogado; pra que fazer Doutorado de novo, professor?").
      1) Desde já saibamos que Dona Maria, de Pia nada tinha. Era Louca mesmo! E assim era chamada pelo Povo: Dona Maria, a Louca!
      2) Em seguida, tenhamos claro que o tão falado alvará jamais existiu. Em 2000, o Senado Federal presenteou-me com mídias digitais contendo a coleção completa dos atos normativos desde a Colônia (mais de quinhentos anos de história normativa). Não se encontra nada sobre advogados, bacharéis, dona Maria, etc. Para quem quiser, a consulta hoje pode ser feita pela Internet.
      3) Mas digamos que o tal alvará existisse e que dona Maria não fosse tão louca assim e que o povo fosse simplesmente maledicente. Prestem atenção no que era divulgado: os advogados portugueses deveriam ser tratados como doutores perante as Cortes Brasileiras. Advogados e não quaisquer bacharéis. Portugueses e não quaisquer nacionais. Nas Cortes Brasileiras e só! Se você, portanto, fosse um advogado português em Portugal não seria tratado assim. Se fosse um bacharel (advogado não inscrito no setor competente), ou fosse um juiz ou membro do Ministério Público você não poderia ser tratado assim. E não seria mesmo. Pois os membros da Magistratura e do Ministério Público tinham e têm o tratamento de Excelência (o que muita gente não consegue aprender de jeito nenhum). Os delegados e advogados públicos e privados têm o tratamento de Senhoria. E bacharel, por seu turno, é bacharel; e ponto final!
      4) Continuemos. Leiam a Constituição de 1824 e verão que não há "alvará" como ato normativo. E ainda que houvesse, não teria sentido que alguém, com suas capacidades mentais reduzidas (a Pia Senhora), pudesse editar ato jurídico válido. Para piorar: ainda que existisse, com os limites postos ou não, com o advento da República cairiam todos os modos de tratamento em desacordo com o princípio republicano da vedação do privilégio de casta. Na República vale o mérito. E assim ocorreu com muitos tratamentos de natureza nobiliárquica sem qualquer valor a não ser o valor pessoal (como o brasão de nobreza de minha família italiana que guardo por mero capricho porque nada vale além de um cafezinho e isto se somarmos mais dois reais).
      A coisa foi tão longe à época que fiz questão de provocar meus adversários insistentemente até que a Ordem dos Advogados do Brasil se pronunciou diversas vezes sobre o tema e encerrou o assunto.

      (continua no próximo post)

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  28. (Continuação)

    A vigente LDB – a lei 9.394, de 20/12/1996, promulgada exatamente 35 anos depois da lei 4.024 – classifica a educação superior e cursos e programas (a) seqüenciais, (b) de graduação, (c) de pós-graduação (mestrado e doutorado, especialização, aperfeiçoamento e outros), e (d) extensão (art. 44, nºs I a IV). A nova LDB reafirma a necessidade de reconhecimento de diplomas de mestrado e doutorado expedidos por universidades estrangeiras (art. 48, § 3º). A pretexto de qualificar o corpo docente, taxativamente exigiu que pelo menos um terço contasse com “titulação acadêmica de mestrado ou doutorado” (art. 52, º II, e art. 66).

    Temos leis em abundância – todas posteriores, específicas, hierarquicamente superiores e expressamente incompatíveis com a ordem constitucional do Império – para concluir que não faz sentido a titulação de “doutor” outorgada no decreto de 1825. Está revogado o vetusto decreto (art. 2º, § 1º, do decreto-lei 4.657, de 4/9/1942, ou Lei de Introdução ao Código Civil).

    Um caso de revogação semelhante se registra com um decreto da Regência em 1831. A deposição de Pedro I precipitou a formação de uma guarda nacional cujos postos militares eram colocados à venda. Proprietários e afins, mediante paga de até 200 mil réis anuais, eram agraciados com os títulos de tenente, capitão, major, tenente-coronel e coronel. Aí se enraíza legalmente o instituto do coronelismo tão caro à democracia brasileira. Ninguém duvida que os subseqüentes Estatutos Militares da vida republicana revogaram tais titulações.

    Portanto, senhores doutores e “doutores”: coronéis hoje, por lei, só nas Forças Armadas; para os outros “coronéis” e “doutores”, lei para quê?

    Revista Consultor Jurídico, 3 de outubro de 2002

    Marcelo Dolzany da Costa: é juiz federal em Belo Horizonte, ex-diretor da Associação dos Juízes Federais do Brasil e ex-juiz do Tribunal da ONU para Timor Leste

    fonte:
    (http://conjur.estadao.com.br/static/text/9821,1)

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    1. Concordo plenamente com o texto transcrito. Do ponto de vista da lei, uma coisa é o bacharelado, outra a especialização, outra o mestrado e outra o doutorado. Excelente artigo.

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  29. Doutor é quem faz Doutorado
    No momento em que nós do Ministério Público da União nos preparamos para atuar contra diversas instituições de ensino superior por conta do número mínimo de mestres e doutores, eis que surge (das cinzas) a velha arenga de que o formado em Direito é Doutor.
    A história, que, como boa mentira, muda a todo instante seus elementos, volta à moda. Agora não como resultado de ato de Dona Maria, a Pia, mas como consequência do decreto de D. Pedro I.
    Fui advogado durante muitos anos antes de ingressar no Ministério Público. Há quase vinte anos sou Professor de Direito. E desde sempre vejo "docentes" e "profissionais" venderem essa balela para os pobres coitados dos alunos.
    Quando coordenador de Curso tive o desprazer de chamar a atenção de (in) docentes que mentiam aos alunos dessa maneira. Eu lhes disse, inclusive, que, em vez de espalharem mentiras ouvidas de outros, melhor seria ensinarem seus alunos a escreverem, mas que essa minha esperança não se concretizaria porque nem mesmo eles sabiam escrever.
    Pois bem!
    Naquela época, a história que se contava era a seguinte: Dona Maria, a Pia, havia "baixado um alvará" pelo qual os advogados portugueses teriam de ser tratados como doutores nas Cortes Brasileiras. Então, por uma "lógica" das mais obtusas, todos os bacharéis do Brasil, magicamente, passaram a ser Doutores. Não é necessária muita inteligência para perceber os erros desse raciocínio. Mas como muita gente pode pensar como um ex-aluno meu, melhor desenvolver o pensamento (dizia meu jovem aluno: "o senhor é Advogado; pra que fazer Doutorado de novo, professor?").
    1) Desde já saibamos que Dona Maria, de Pia nada tinha. Era Louca mesmo! E assim era chamada pelo Povo: Dona Maria, a Louca!
    2) Em seguida, tenhamos claro que o tão falado alvará jamais existiu. Em 2000, o Senado Federal presenteou-me com mídias digitais contendo a coleção completa dos atos normativos desde a Colônia (mais de quinhentos anos de história normativa). Não se encontra nada sobre advogados, bacharéis, dona Maria, etc. Para quem quiser, a consulta hoje pode ser feita pela Internet.
    3) Mas digamos que o tal alvará existisse e que dona Maria não fosse tão louca assim e que o povo fosse simplesmente maledicente. Prestem atenção no que era divulgado: os advogados portugueses deveriam ser tratados como doutores perante as Cortes Brasileiras. Advogados e não quaisquer bacharéis. Portugueses e não quaisquer nacionais. Nas Cortes Brasileiras e só! Se você, portanto, fosse um advogado português em Portugal não seria tratado assim. Se fosse um bacharel (advogado não inscrito no setor competente), ou fosse um juiz ou membro do Ministério Público você não poderia ser tratado assim. E não seria mesmo. Pois os membros da Magistratura e do Ministério Público tinham e têm o tratamento de Excelência (o que muita gente não consegue aprender de jeito nenhum). Os delegados e advogados públicos e privados têm o tratamento de Senhoria. E bacharel, por seu turno, é bacharel; e ponto final!
    4) Continuemos. Leiam a Constituição de 1824 e verão que não há "alvará" como ato normativo. E ainda que houvesse, não teria sentido que alguém, com suas capacidades mentais reduzidas (a Pia Senhora), pudesse editar ato jurídico válido. Para piorar: ainda que existisse, com os limites postos ou não, com o advento da República cairiam todos os modos de tratamento em desacordo com o princípio republicano da vedação do privilégio de casta. Na República vale o mérito. E assim ocorreu com muitos tratamentos de natureza nobiliárquica sem qualquer valor a não ser o valor pessoal (como o brasão de nobreza de minha família italiana que guardo por mero capricho porque nada vale além de um cafezinho e isto se somarmos mais dois reais).
    A coisa foi tão longe à época que fiz questão de provocar meus adversários insistentemente até que a Ordem dos Advogados do Brasil se pronunciou diversas vezes sobre o tema e encerrou o assunto.

    (continua no próximo post)

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  30. (Continuação)
    Agora retorna a historieta com ares de renovação, mas com as velhas mentiras de sempre.
    Agora o ato é um "decreto". E o "culpado" é Dom Pedro I (IV em Portugal).
    Mas o enredo é idêntico. E as palavras se aplicam a ele com perfeição.
    Vamos enterrar tudo isso com um só golpe?!
    A Lei de 11 de agosto de 1827, responsável pela criação dos cursos jurídicos no Brasil, em seu nono artigo diz com todas as letras: "Os que frequentarem os cinco anos de qualquer dos Cursos, com aprovação, conseguirão o grau de Bachareis formados. Haverá tambem o grau de Doutor, que será conferido àqueles que se habilitarem com os requisitos que se especificarem nos Estatutos que devem formar-se, e só os que o obtiverem poderão ser escolhidos para Lentes".
    Traduzindo o óbvio. A) Conclusão do curso de cinco anos: Bacharel. B) Cumprimento dos requisitos especificados nos Estatutos: Doutor. C) Obtenção do título de Doutor: candidatura a Lente (hoje Livre-Docente, pré-requisito para ser Professor Titular). Entendamos de vez: os Estatutos são das respectivas Faculdades de Direito existentes naqueles tempos (São Paulo, Olinda e Recife). A Ordem dos Advogados do Brasil só veio a existir com seus Estatutos (que não são acadêmicos) nos anos trinta.
    Senhores.
    Doutor é apenas quem faz Doutorado. E isso vale também para médicos, dentistas, etc, etc.
    A tradição faz com que nos chamemos de Doutores. Mas isso não torna Doutor nenhum médico, dentista, veterinário e, mui especialmente, advogados.
    Falo com sossego.
    Afinal, após o meu mestrado, fui aprovado mais de quatro vezes em concursos no Brasil e na Europa e defendi minha tese de Doutorado em Direito Internacional e Integração Econômica na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
    Aliás, disse eu: tese de Doutorado! Esse nome não se aplica aos trabalhos de graduação, de especialização e de mestrado. E nenhuma peça judicial pode ser chamada de tese, com decência e honestidade.
    Escrevi mais de trezentos artigos, pareceres (não simples cotas), ensaios e livros. Uma verificação no sítio eletrônico do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) pode compravar o que digo. Tudo devidamente publicado no Brasil, na Dinamarca, na Alemanha, na Itália, na França, Suécia, México. Não chamo nenhum destes trabalhos de tese, a não ser minha sofrida tese de Doutorado.
    Após anos como Advogado, eleito para o Instituto dos Advogados Brasileiros (poucos são), tendo ocupado comissões como a de Reforma do Poder Judiciário e de Direito Comunitário e após presidir a Associação Americana de Juristas, resolvi ingressar no Ministério Público da União para atuar especialmente junto à proteção dos Direitos Fundamentais dos Trabalhadores públicos e privados e na defesa dos interesses de toda a Sociedade. E assim o fiz: passei em quarto lugar nacional, terceiro lugar para a região Sul/Sudeste e em primeiro lugar no Estado de São Paulo. Após rápida passagem por Campinas, insisti com o Procurador-Geral em Brasília e fiz questão de vir para Mogi das Cruzes.
    Em nossa Procuradoria, Doutor é só quem tem título acadêmico. Lá está estampado na parede para todos verem.
    E não teve ninguém que reclamasse; porque, aliás, como disse linhas acima, foi a própria Ordem dos Advogados do Brasil quem assim determinou, conforme as decisões seguintes do Tribunal de Ética e Disciplina: Processos: E-3.652/2008; E-3.221/2005; E-2.573/02; E-2067/99; E-1.815/98.
    Em resumo, dizem as decisões acima: não pode e não deve exigir o tratamento de Doutor ou apresentar-se como tal aquele que não possua titulação acadêmica para tanto.
    Como eu costumo matar a cobra e matar bem matada, segue endereço oficial na Internet para consulta sobre a Lei Imperial:
    www.planalto.gov.br/ccivil_03/revista/Rev_63/Lei_1827.htm
    (continua no próximo post)

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  31. (Continuação)
    Os profissionais, sejam quais forem, têm de ser respeitados pelo que fazem de bom e não arrogar para si tratamento ao qual não façam jus. Isso vale para todos. Mas para os profissionais do Direito é mais séria a recomendação.
    Afinal, cumprir a lei e concretizar o Direito é nossa função. Respeitemos a lei e o Direito, portanto; estudemos e, aí assim, exijamos o tratamento que conquistarmos. Mas só então.

    PROF. DR. MARCO ANTÔNIO RIBEIRO TURA , 44 anos, jurista. Membro vitalício do Ministério Público da União. Doutor em Direito Internacional e Integração Econômica pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Mestre em Direito Público e Ciência Política pela Universidade Federal de Santa Catarina. Professor Visitante da Universidade de São Paulo. Ex-presidente da Associação Americana de Juristas, ex-titular do Instituto dos Advogados Brasileiros e ex-titular da Comissão de Reforma do Poder Judiciário da Ordem dos Advogados do Brasil.

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    1. Acredito que depois da excelente argumentação do Prof. Dr. Marco Antônio Ribeiro Tura, membro do Ministério Pùblico da União, estamos encerrando essa celeuma, embora todos permaneçam livres para oferecerem críticas, elogios e sugestões. A propósito, já estamos debatendo sobre o título de "doutor (Dr.)", vejamos como a reforma ortográfica aborda os empregos das iniciais (se maiúsculas, se minúsculas) no vocábulo "doutor" e na abreviatura "Dr.". Eis a página de meu blog de português sobre o tema: http://portuguesdidatico.blogspot.com.br/2011/10/maiusculas-e-minusculas-novo.html

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  32. Inserimos um pequeno texto no parágrafo onde havíamos afirmado que juízes e promotores são autoridades superiores a advogados. No rodapé, inserimos uma nota. Confiram. Obrigado pela participação.

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  33. Meus caros amigos sou médico e nunca me reportei aos outros como "doutor", porém as pessoas se reportam a mim como doutor e para mim isso não faz diferença nenhuma. No entanto, gostaria que vocês soubessem que a medicina é ema das profissões mais antigas do mundo e, muito antes da lei imperial do D.Pedro I, os médicos já possuíam o título de "doutor". Basta ver a origem da palavra médico em vários idiomas: doctor(inglês), doktor(alemão), doctor(espanhol), docteur(françês), dottore(italiano) e por aí vai. Então antes de falar informem-se. Outra coisa, o curso de medicina é o mais longo, mais caro e mais difícil de passar em qualquer universidade. Ou vocês agora vão querer discutir isso também. Ainda tem outra coisa. Se o médico for especialista ele terá que fazer outro curso que, dependendo da escolha, será de 2,3,4 ou 5 anos. Por tanto muito mais tempo que um curso de doutorado, ou então, o equivalente a uma faculdade de direito. Ah só mais uma observação: o curso de medicina é em tempo integral (manhã,tarde e noite), já o direito....

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  34. parem com isso, concordo que quem faz doutorado é doutor, mas todo mundo quando tem aula numa faculdade, xinga o professor, então respeite aquele doutor, pois todo professor é doutor, regra do mec, e outra médico(o curso complicado) e advogado, mas no final sempre que da merda e precisão de um dos dois TODOS vocês, vem chorando esbravejando, querendo saúde ou seus direitos, e fica chamando de doutor pra lá doutor pra cá. e ai para com a hipocrisia, o advogado estuda pra caralho para poder solucionar a MERDA que vocês fazem e ninguém que da o mínimo valor para o profissional. Quando o chefe de alguém te manda embora ou falta com respeito vocês procuram quem para receber o que merecem um doutor de doutorado, sei você pode contrata-lo mas é um advogado sem doutorado que ira te defender, quando vocês mandam embora alguém sem motivo é intimado, vocês chamam quem o batman, o super-homem?, não, vocês correm atras de um advogado que vocês nem respeitam, vamos parar com isso, vocês acham que o promotor que escrevei isso ele pode se defender sozinho, pode porra nenhuma ele tem que contratar um advogado, e vai chama-lo de doutor sim, então todo mundo para de falar merda. respeitem as pessoas e tradições, porque o direito é formal, não é zona não. Não tem essa bagunça, então lembra que quem vai limpar a MERDA de todos no final é o advogado.
    que passara horas discutindo com funcionário folgado, com delegado que não cumpre a lei , com colegas que não fazem o serviço direito e tudo para que para poder cuidar de uma besteira que alguém fez, e o promotor lá em cima quando advogado também gostava de ser chamado de DR., quando alguém procura um advogado é não sabe o nome dele chama ele com? ai zé, falar malandrão, calem a boca blz. duvido vocês chegarem na cara do seu advogado e falar que não vai chama-lo de Dr. poque você chama de Dr quem tem doutorado. vai lá então, e todo advogado defende uma tese quando presta o exame da ordem é chamado para o espanto de todos "segunda fase", onde você tem 5 horas para criar um defesa de uma caso x e responder 4 questões x, sem livro nenhum só com a lei seca e seu "pouco" conhecimento porque você não é doutor. e vcs vem falar que não defende tese? quem fez faculdade aqui? sabe como é o tgi, tcc, a tese você escolhe um assunto e discorre cobre ele. o advogado tem que saber todas as teses e escolher a melhor para resolver o problema de alguém e outra pergunta para esse promotor se ele não chama os advogados ou o assistente de acusação de doutor. seja homem e fale a verdade.
    não vem com papinho aqui não.
    sabe porque chama, porque ele sabe que tem que chamar de doutor quando estivermos defendendo alguém.
    pergunta para ele, como que se reporta a promotor em peça de recursos, pede para ele explicar o que acontece se não tem essa formalidade na peça. antes dele sair falando por ai ele explica como é que funciona o lado dele também.

    abração a vocês.

    e sempre consultem um advogado.

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    1. Anônimo, como moderador do blog, gostaria que se reportasse aos debatedores com mais urbanidade. O convencimento nem sempre se dá pelo forte tom. Ademais, penso eu que o fato de um promotor, um juiz e um advogado chamarem seus pares por "doutor" não serve de justificativa para apontar eventual contrariedade entre o discurso teórico e o dia a dia forense. Abraços.

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    2. Há tempos atráz li em algum lugar... "A finalidade do discurso não é informar e sim convencer.",
      penso que muitos acreditam e praticam isso...lamentavelmente.

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    3. Acredito que esse artigo escrito por um jurista, inscrito na OAB, Dr. que fez doutorado, esclarece bem a respeito deste tema.
      http://por-leitores.jusbrasil.com.br/noticias/1682209/doutor-e-quem-faz-doutorado

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  35. Roberio Fernandes, PAGA AS MINHAS CONTAS, QUE EU TO ESTOURADO E SO POSSO POSTAR DE GRACA COMO ANONIMO(Ou inserido em Orgao de Classe Profissional)

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  36. Sou advogado, só tenho mestrado, quando as pessoas me tratam como "Doutor" não vou chegar e dizer, não me chame de Doutor por favor, seria até incoveniente. A pessoa não exigi, mas se chamam não vou achar ruim. Acho que isso está ligado somente a costumes e não em relação a grau de conhecimento como é o caso de que faz "Doutorado", até porque muitos professores meus sem doutorada na faculdade eram mais inteligentes e melhores do que alguns Doutores. As pessoas tratam como bem quiser (claro que com respeito), mas o fato é que 90% trata Advogado e Médico como Doutor. Penso que se justifique pela historicidade que carregam esses dois cursos, desde da Bíblia já se falavam em Doutores da Lei. Mas a sociedade evolui demandando novos profissionais nas mais variadas áreas de conhecimento devido a complexidade que o dia-a-dia apresenta. Pra mim todo profissional que honra seu curso, faz com amor e dedicação na conretização de uma sociedade melhor poderia ser chamado de Doutor, não vamos ficar desmerecendo curso X, Y e etc. Quando você informalmente chama alguem de Doutor só tá teno boas maneiras, nada que careça de tantas idéias, indignações e revolta. Um abraço a todos e PAZ, pq até em meros debates de blog as pessoas já começam a xingar, desrespeitar os outros...

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  37. Podem escolher o pronome que quiserem, até retiro o dr. já que sou médico, agora por favor, assumam! voces tem inveja do status e do salario dos médicos não é?

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  38. Isso é uma discussão ridícula, é como se estivessem tentando criar uma hierarquia do conhecimento, o que de fato não existe porque conheço doutores, com doutorado, que não sabem um terço que outros doutores, médicos ou advogados.... Querendo vocês doutores ou não, isso é um costume como diz o próprio Manual de Redação e Estilo da Presidência da República Brasileira... Lembrando, vocês estudam sim bastante, mas vale lembrar que o curso de Medicina é concluído com dois anos a mais que a maioria dos outros cursos e o direito um ano a mais. Então a diferença não é tão expressiva.. Fora o que esses profissionais precisam aprender durantes esses anos...

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  39. Que bobagem a maioria dos comentários!!!

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  40. Eu trabalho em um centro de pesquisas cheios de doutores e PhD's, todos se chamam pelo nome somente, não preciso chamar ninguém Senhor ou Doutor nada disso, penso que la estamos realizando um ótimo trabalho para o avanço deste país.
    Poŕem minha noiva trabalha em um Hospital, e, caso ela venha a não chamar um medico/medica especialista como doutor/doutora ela é reprendida na mesma hora.

    A tradição esta virando regra arrogante e prepotente!

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  41. Acho uma palhaçada isso de advogado, médico e etc ser chamado de doutor, doutor é somente quem já concluiu o doutorado, inclusive trabalho numa universidade e os doutores de verdade preferem ser chamados pelo nome, acho que faz parte da ignorância e da lavagem cerebral que fazer nesses profissionais desde da época de faculdade, haja visto eu ver na sala de aula diversos futuros advogados que vem direto de casa, vestidos de terno e gravata, é o cúmulo da falta de humildade e respeito as outras profissões.

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    1. Se o caso for de após a aula ele ter de ir à um estágio, mesmo que seja assistir a um julgamento, seja trabalhista, cível, criminal,etc, ele deve estar trajado conforme determina a lei, e os costumes (traje apropriado para cada ambiente de trabalho) e, antigamente os Funcionários Públicos só poderiam exercer as suas atividades laborativas com terno e gravata.

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  42. A verdaed é que: UMA MENTIRA DITA MIL VEZES VIRA VERDADE...! SÓ NO BRASIL QUE EXISTE ESSA VERGONHAA... ISSO É UM DESRESPEITO A TODA INSTITUIÇÃO DE DOUTORADO DO BRASIL.

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  43. Em portugal todo mundo que conclui curso superior e chamado de senhor(a) doutor(a) ou Sôtor(a), sem desmerecer qualquer curso, mas ate quem se gradua no curso de Turismo pode exigir que lhe chamem de Sôtor.
    Sou advogado e mestre em direito, particularmente nao gosto que me chamem de doutor, mestre ou senhor, prefiro que me chamem pelo meu primeiro nome. A nao ser em ocasioes em que a reciproca nao eh verdadeira.

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    1. Amigos, não é um título acadêmico que vai enobrecer alguém. Não sei para que essa discussão. Sejamos mais simples,tratando bem e ajudando as pessoas. Aos merecedores de tal tratamento, que, se não o receberem, não se frustem, já que amanhã nem mais poderemos está vivo, e tempos depois, a matéria irá se transformar em pó e o nome do "Doutor","Coronel", "Excelência", "Ilustre" esquecido no tempo. Daí, alguém talvez seja lembrado apenas pela sua simplicidade, bondade e boa vontade de ajudar ao próximo, sendo esquecido a "condecoração" acadêmica.x.x.x.x.x.

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  44. Pessoal, desafio qualquer doutor acadêmio a provar wue o titulo adâmico e anterior ao título dos juristas. Segundo, desafio os doutores a provar que não existe o título de doutor honoris causa. O título de doutor e original dos juristas e quem deveria deixar de usar e as universidades.

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  45. Parem de desrespeitar os Médicos e Advogados eles estudaram e ralaram a vida inteira e tem o direito de serem chamados disso,minha mãe é médica e ela que estudou em escola pública morava no interior e foi sem dinheiro morando num quartinho mofado comendo miojo por 6 anos todos os dias estudando e estudando e conseguiu esse grande feito então eu acho que vocês deviam beijar os pés dos Médicos e Advogados por eles são os famosos profissionais do colarinho branco hahaahah seus pobres morram na lama EU SOU FILHO DE DOUTOR E VCS NAUM (ALGUNS SIM)

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    1. A voz do povo é a voz de Deus, não adianta você ser Dr. em pedagogia, matematica ou qualquer outro curso menor, no Brasil Dr. é Advogado ou Médico, podem chorar, quem ganha bem são estes profissionais, e você que não gosta um dia pode ser empregado de um.

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    2. O fato de sua mãe ter passado fome não faz dela uma doutora, chamar um médico ou advogado de doutor sem os mesmos terem concluido o doutorado isso sim é desrespeito para com quem concluiu o doutorado.
      Se sua mãe ralou bastante nos estudos ela não fez mais do que a obrigação de qualquer graduando que realmente faz um curso sério. O Brasil está cheio de pessoas que fazem graduação achando que estão comprando título de nobreza, muitos não fazem ideia de como é "ralar" de verdade e já acham que estudaram muito.

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    3. É por isso que o Brasil é este país de terceiro mundo, e sempre será, pois enquanto existirem pessoas com a mentalidade lixo como de muitos que comentaram aqui não sairemos desse buraco. Guerra de profissão? Que isso minha gente, vamos valorizar todas as profissões, todas as profissões tem seu valor, não podemos dizer que somente advogado ou médico são os bons profissionais do Brasil. Acredito que muitos médicos e advogados são infelizes no que faz, pois foram obrigados a escolher estas profissões por pressão de alguém. Não basta ganhar dinheiro, tem que ser feliz no que trabalha. Toda profissão tem seu valor, aqui ou em outro lugar, só para dar como exemplo: no Japão todos tem que se curvar diante do imperador, menos os professores, ou seja, em um país uma profissão pode ser totalmente desprezada, como os professores aqui no Brasil, mas podem ser completamente "idolatrados" em outros, como os mesmos professores no Japão.

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  46. Agora vi, o cidadão passa quatro ou cinco anos estudando direito, as vezes nem consegue passar no exame da OAB, ou consegue com muito custo, vira advogado de porta de cadeia e quer ser chamado de doutor, affffff. Ou é complexo de inferioridade ou quer sentar na janela do bonde mesmo pegando-o em movimento. Vai estudar galera, vai defender uma tese que traga algum benefício, aí sim, vai ter o seu Dr. E esse Anônimo, ou realmente é advogado de porta de cadeia, ou está cursando o 1º semestre de direito em um faculdadezinha lá nos cafundó do judas.

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  47. É tradição um homem ser casado com uma mulher. Mas atualmente se pratica a homossexualidade. E a bigamia vem de longa data sendo praticada. Ora, se devemos abrir mão de tais tradições, porque não eliminarmos este cacoete da língua portuguesa. Ao que sempre me pareceu, uma pequena camada de imbecis, que não gostam de estudar e que conseguem por acaso do destino uma carteira da OAB, quer ter o mesmo nível de conhecimento dos demais. Ora ser chamado de "bel" não afeta ninguém, e nem tampouco é inconveniente perguntar a titularidade do indivíduo. Mas afinal de contas, quem se importa com a titularidade de alguém? Naturalmente pessoas superficiais que valorizam status quo em detrimento de habilidades cognitivas. E ainda mais, fica claro que há um oportunismo por parte dos advogados e uma relação de poder absurda ao ser chamado de Doutor. Para mim começa por aí Doutor. Nem médico chamo de doutor, e nem por isso eles deixam de me atender com amizade e zelo. Porque para além do profissional tem uma pessoa que merece atenção por aquilo que é, não que demonstra ser. Não esperem também que eu chame alguém de doutor pela meia dúzia de bajuladores que lhe seguem o chamando de Mestre, ou Professor. O fato é que desviamos o foco das desigualdades sociais e reafirmamos ela na figura dos advogados e médicos, ou não estariam eles com receio de guerras civis onde a proteção pelo status quo fará toda diferença. Enfim, vou me formar em duas graduações Psicologia e Direito, e nem por isso requisitarei o título de Doutor. Mesmo após a conclusão do doutorado. Ora, se for assim, meus filhos deverão chamar-me de doutor dentro de casa: "Doutor papai, me passe o açúcar!" "Doutor marido, quero agendar uma reunião com vossa senhoria para decidirmos a melhor escola para nossos filhos." O objetivo dos exemplos absurdos é justamente ridicularizar a atribuição de títulos desnecessários, afinal de contas, quem libertará o preso não é o DR. na frente do nome, e sim o papel escrito com o tipo de pedido necessário.

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  48. Carlos Fabiano postou um ótimo comentário, até "informem-se". ("Meus caros amigos sou médico e nunca me reportei aos outros como "doutor", porém as pessoas se reportam a mim como doutor e para mim isso não faz diferença nenhuma. No entanto, gostaria que vocês soubessem que a medicina é ema das profissões mais antigas do mundo e, muito antes da lei imperial do D.Pedro I, os médicos já possuíam o título de "doutor". Basta ver a origem da palavra médico em vários idiomas: doctor(inglês), doktor(alemão), doctor(espanhol), docteur(françês), dottore(italiano) e por aí vai. Então antes de falar informem-se.")

    Depois ele entra no mérito de q medicina é difícil e etc, e aí acho q já não vem ao caso, apesar de ser verdade. Engenharia também é difícil, e por aí vai. Não se chega a lugar nenhum com essa discussão.

    Não acho nada demais chamar um profissional de saúde, um advogado ou quem quer q seja de doutor devido costume. Achar q isso é uma tradição maléfica q precisa ser mudada urgentemente é muita falta do q fazer. Imagina se vou ficar me preocupando em deixar de chamar minha querida dentista de doutora, pra ficar chamando-a pelo nome, pra deixar claro para ela q ela não tem doutorado e não merece q a trate por "doutora". Isso sim é arrogância e sinto muito por quem veio aqui cheio de gosto dizer q tem essa prática.

    Além do mais, o bacharel da vida ser chamado de doutor não implica em deixar de fazer doutorado. Fico pasma como vem gente dizer q "o Brasil está mal por causa disso". É mesmo?! Eu pensava q era por causa da corrupção. Agora descobri q é porque algumas pessoas chamam indivíduos sem doutorado de "doutor", PRONOME DE TRATAMENTO (aposto q a maioria, com doutorado ou não, nem entendeu essa parte).

    Finalmente, gostaria de parabenizar os postantes pelos numerosos erros de ortografia. Não é escrita de internet não, é erro mesmo. Isso constando em discursos de advogados e profissionais de "nível superior" de todo tipo foi algo q me trouxe muita esperança no ser humano e um desejo sublime de ironizá-los.

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  49. Pessoal acho que em vez de fazer um mestrado, 2 anos e um doutorado mais 3 anos, em medicina ou engenharia ou outra graduacao qualquer e passar em um concurso para professor em uma universidade federal, vou fazer direito e assim serei doutor e nem precisarei gastar 5 anos com pos graduacao e ja estarei incluso no plano de carreira com todas as vantagens! Tenho medo de que se como professor de direito o titulo nao valha e nao passava de um pronome de tratamento, ou sera, que eu terei que fazer mesma assim a posgraduacao? Serei doutor duas vezes, sei la nao entendo, a gente entra na internet para se informar o que ler eh so coisas para deixar a gente confuso...
    E ainda mais o Brasil esta mal agora, por que so agora eh que tem corrupcao antes nao... Era uma maravilha, ou sera que sempre foi a educacao o nosso problema? Ou a falta de Deus ou a falta de o que fazer como a minha por exemplo que em vez de esta estudando para prova de portugues, estou aqui escrevendo sem parar um monte de abobrinha sobre uns caras que insistem em ser chamado de doutor e outros que sao doutores e que nao estao nem ai, outros que buscam argumentos bons para se justificar e outros que apelam para o grito...

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  51. Muito interessante! Apenas quem não tem DOUTORADO, esta preocupado em exigir o tratamento de DOUTOR fulano.

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  52. Pessoal, como vcs são ignorantes.

    A resposta é bem simples.

    Advogado é chamado de Doutor, porque antes de existir o termo "advogado" os profissionais dessa área eram chamados de Doutores da Lei.

    Simples assim.

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  53. Correto, o termo doutor é mais antigo que a criação do doutorado, então como retirar o título que já era-lhes de direito. Que inventassem um novo título e uma nova hierarquia, mas colocar doutor e depois querer retirar esse títulos dele é meio absurdo. São doutores, hoje essa palavra significa muito, mas se não tivessem copiado a palavra doutor para designa-la a um estudo ainda mais aprofundado talvez doutor não seria tão prestigiante assim, que colocassem outro nome.

    Agora o que dói dizer doutor a um advogado ou médico, talvez a inveja dentro de si? Por não ser um deles, ou pelo fato de ter estudado mais a fundo um assunto e eles não? Complicado não?

    Olhamos a linha de formação de um médico. 12 períodos ou 6 anos de graduação em que 2 anos é de internato, após a formação ele faz a residencia, cirurgia geral, 3 anos intensos em hospitais salvando vidas e aprendendo, posteriormente 3 anos em cirurgia plástica, mais 3 anos estudando e aprendendo, re-construindo faces perdidas, fazendo sua arte e colocando uma alma nova as pessoas todos os dias. Ai vem um cara e me diz que eles não devem ser chamados de doutores, e eu concordo, acho o termo muito inferior ao que eles são, deveriam ser chamados de semi-deuses. Podem nem sempre curar, ou nem sempre serem bem sucedidos, mas muitas vezes eles são e prolongam sua vida sem você nem sequer pensar.

    Deveria existir uma lei que atribui o título de Semi-Deus aos médicos. Veja bem, eles arriscam sua vida para salvar a sua, entram em hospitais acabados e lotados de doenças e bactérias, sofrem de constantes processos e julgamentos da população mas ele sabe que seu dever é sempre praticar sua arte para salvar vidas, mesmo que custe arriscar sua própria vida, passaram dias sem dormir para estudarem e se formarem, adquirindo grande conhecimento durante a vida. Tirando a parte de querer receber algo em troca ( bons salários ), me parece muito alguém relacionado a bíblia, talvez jesus?

    Ah... e eu te pergunto, o que jesus está fazendo agora para as pessoas pobres e doentes de várias partes do mundo? NADA!
    E os médicos? Salvando essas vidas.

    Conclusão: Médicos > Jesus > NADA

    E se você está indignado com esse post que eu fiz, bem, você pode escrever um texto enorme falando de como deus e jesus são bons e bla bla bla... mas vai ser atoa, porque eu não vou dar bola para mais um cético ignorante e irracional por si só. Bom, mas outras pessoas podem ler e acreditarem no que você disser, bem ai você estará proliferando a ideia de que deus e jesus existe, mas pense, com a igreja católica caindo como nunca e todas as outras também, devido a maior inteligência da população, é estimado que em 100 anos, ateus e agnósticos se tornem a maioria, ai sim, conseguimos progredir ainda mais, sem a religião para nos atrapalhar com uma história de conto de ficção.

    Ano 3.000: Maior jornal do mundo do terceiro milênio coloca Bíblia no 1º do rank das piores invenções do mundo e no 1º do rank dos livros mais psicologicamente alienantes. Jornal diz ainda que com o tempo que as religiões perduraram alienando os humanos, a humanidade perdeu milhares de anos de evolução.

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  54. Quem fala mal de médicos e advogados por terem o título de doutor é quem nem se quer possui formação ou possui um curso em que não se orgulham, bem, é até estranho hoje não chamar um médico de doutor.

    E para aqueles que acham que doutor é só quem faz doutorado, me responda, porque antigamente chamavam os médicos de doutores, antes mesmo do doutorado existir?

    O doutorado surgiu com esse nome pois os médicos e advogados eram os únicos profissionais que detinham o título e por serem prestigiados, surgiu o doutorado, bem que podiam ter posto outro nome, mas a inveja do ser humano é grandiosa, todos queriam ser chamados de doutores também.

    Veja hoje em dia, existe doutores até em agronomia, geologia etc.. é de matar

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  55. CHAMAR ADVOGADO, MÉDICO E JUÍZES DE DOUTOR É UMA FORMA DE PUCHAR SACO PARA SER ATENDIDO MAIS RÁPIDO.

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  56. Desnecessárias as discussões acerca de se chamar advogado e médico de doutor sem que os mesmos tenham feito doutorado, todo mundo sabe que somente é doutor por ter um titulo, ocorre que tradicionalmente eles são assim chamados, mas não se sentem melhores ou piores que outras profissões recebem a "nomeanção" de doutor sem equivalência com titulações acadêmicas, sendo somente uma forma de tratamento em referência àquela tradição da profissão

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    1. Muito bom seu posicionamento. O que você disse é exatamente o que eu penso.
      Sou advogado, e nem por isso me sinto melhor por ser chamado de Doutor. Além de tudo, nem mesmo peço para ser chamado de doutor, sou uma pessoa como qualquer outra, um profissional como os demais, e por isso digo que realmente é uma perca de tempo discutir sobre um tema tão subjetivo.
      Ademais, é bom lembrarmos que maior do que qualquer titulo de doutora, é sermos nobres de levarmos conosco a humanidade, solidariedade e respeito pelo próximo, e por isso devemos deixar essa discussão de lado que tratarmos uns aos outros de forma igualitária.

      Att,
      Thiago Santos

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  57. Pior é o cara que faz doutorado e fica PREOCUPADÍSSIMO em ser chamado pelo título de "Doutor". Quer dizer, fez o doutorado, não para se aprofundar em um assunto, mas para receber tratamento diferenciado? Não tem mais o que fazer ou com o que se preocupar?
    "Doutor" é só uma palavra. Existem palavras mais importantes, como aprendizado, mérito e capacidade profissional, que não podem ser medidas por títulos, mas por desempenho prático.

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  58. O problema e a banalização do termo Dr. E não o que ele significa realmente, nada contra em relação a pessoas que por consideração, ou falta de informações,etc.. Chame quem quiser de Dr, Sr, etc...Isso talvez seja de cada um,eu particularmente limito a tratar quem eu não tenho intimidade por Sr, Sra , porem solicitar ou no pior dos casos exigir, que os outros o tratem por doutor,e de uma insensatez muito descabida, e uma ignorância de dar pena de quem pensa assim. parece ridículo, eu particularmente não presenciei, mais já ouvi falar que acontece muito por ai.

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  59. Pessoal, a solução é simples:

    Quem fez doutorado, tem o título de "Doutor".
    Quem não o fez, e ainda não atingiu um grau mais elevado de conhecimento, passa a ser chamado de "dotô".

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  60. Excelência é o Pronome de Tratamento , porém Advogados e promotores de justiça não se enquadram. Promotores e Advogados são Ilustríssimo, digníssimo, senhor e etc...

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  61. Nenhum de vcs chegou ao verdadeiro porque desses profissionais serem chamados assim. Defender uma tese numa graduação é requisito. Porem o Advogado, o Médico e os Magistrados são chamados de doutores porque lidam com a VIDA. VÁ AO MÉDICO, COMO SENTE QUE DEVE TRATÁ-LO? ESTEJA PRESO NUMA CADEIA E PRECISE DO ADVOGADO, COMO IRÁ CHAMA-LO?.. DR... ALÉM DE PROFISSIONAIS DE NOTÓRIO CONHECIMENTO, LIDAM COM A VIDA!!! ADVOGADOS DEFENDEM TESES TODOS OS DIAS!!

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  62. O título de doutor foi concedido aos advogados por Dom Pedro I, em 1827. Título este que não se confunde com o estabelecido pela Lei nº 9.394/96 (Diretrizes e Bases da Educação), aferido e concedido pelas Universidades aos acadêmicos em geral.

    A Lei de diretrizes e bases da educação traça as normas que regem a avaliação de teses acadêmicas. Tese, proposições de idéias, que se expõe, que se sustenta oralmente, e ainda inédita, pessoal e intransferível.

    A Lei do Império de 11 de agosto de 1827: “ cria dois cursos de Ciências Jurídicas e Sociais; introduz regulamento, estatuto para o curso jurídico; dispõe sobre o título (grau) de doutor para o advogado”. A referida Lei possui origem legislativa no Alvará Régio editado por D. Maria I, a Pia (A Louca), de Portugal, que outorgou o tratamento de doutor aos bacharéis em direito e exercício regular da profissão, e nos Decreto Imperial (DIM), de 1º de agosto de 1825, pelo Chefe de Governo Dom Pedro Primeiro, e o Decreto 17874A de 09 de agosto de 1827 que: “Declara feriado o dia 11 de agosto de 1827”. Data em que se comemora o centenário da criação dos cursos jurídicos no Brasil. Os referidos documentos encontram-se microfilmados e disponíveis para pesquisa na encantadora Biblioteca Nacional, localizada na Cinelândia (Av. Rio Branco) – Rio de Janeiro/RJ.

    A Lei 8.906 de 04 de julho de 1994, no seu artigo 87 (EOAB – Estatuto da OAB), ao revogar as disposições em contrário, não dispôs expressamente sobre a referida legislação. Revogá-la tacitamente também não o fez, uma vez que a legislação Imperial constitui pedra fundamental que criou os cursos jurídicos no país.


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  63. Senhores, não é adulação e sim uma forma de tratamento, demonstrando respeito a sua profissão, algo totalmento voluntário sem nenhum dever de obrigação, chama quem quer e quem se sentir a vontade. "Viva a liberdade de expressão".

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  64. ESSAS PESSOAS QUE CRITICAM OS ADVOGADOS, MÉDICOS, JUIZES E PROMOTORES DE SEREM TRATADOS COMO DOUTORES, DEVEM SER PESSOAS QUE NÃO POSSUEM CAPACIDADE DE CONCLUIR UM CURSO SUPERIOR DE DIREITO OU MEDICINA, QUE NÃO SABEM QUANTOS ANOS E QUANTAS NOITES FORAM EMPREGADAS POR ESSES PROFISSIONAIS PARA CHEGAREM ONDE ESTÃO HOJE, SE HOJE SÃO CAHAMADOS DE DOUTORES FIZERAM POR MERECER, ASSIM COMO TODO AQUELE QUE DEFENDE UMA TESE EM UM CURSO DE DOUTORADO TAMBEM MERECE A MESMA TRATATIVA, VAI ME DIZER QUE UM ADVOGADO NÃO DEFENDE UMA TESE QUANDO ESTA DEFENDENDO OS INTERESSES DE SEUS CLIENTES, OU OS MÉDICOS QUANDO ESTÃO PROCURANDO O MELHOR TRATAMENTO PARA UMA CURA. É FACIL CRITICA-LOS E SAIR DIZENDO QUE DOUTOR É APENAS QUEM FAZ UM CURSO DE DOUTORADO, A PRIMEIRA FONTE ESCRITA A CITAR O VOCÁBULO FOI A BIBLIA SAGRADA AO REFERIR-SE AOS "DOUTORES DA LEI", SENDO ASSIM SENHORES O QUE CUSTA TRATAR AQULES QUE FIZEREM POR MERECER A TRATATIVA DE DOUTOR, COMO O SENDO. OS MAIS ANTIGOS SEMPRE NOS ENSINARAM A CHAMAR OS MAIS VELHOS POR SENHORES, AOS PROFESSORES POR MESTRES, E AOS SÁBIOS POR DOUTORES, SENDO ASSIM UM BOM DIA A TODOS OS SENHORES, MESTRES E DOUTORES DESTA SALA.

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  65. DIANTE DE TANTA POLEMICA URGE UMA REGULAMENTAÇÃO LEGAL SOBRE O ASSUNTO.
    MD (MEDICAL DEGREE= GRADUADOS EM MEDICINA) FICARIA DE BOM TAMANHO PARA OS BACHAREIS ENQUANTO PHD (PHILOSOPHIAE DOCTOR=DOUTOR) FICARIA PARA AQUELES QUE TIVESSEM DEFENDIDO UMA TESE, COMO OCORRE NOS EUA.

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  66. Vamos refletir :

    Se BACHAREL em Direito e registrado na OAB - Ordem dos Advogados do Brasil - Conselho regulador do exercicio da Profissao pode ser chamado de DOUTOR - só por isso , comparemos com um BACHAREL em Engenharia Elétrica - curso pelas pontuações, muito mais dificil de raciocinio e formação - e o mesmo tenha feito ESPECIALIZAÇÃo a nivel de pós graduação em MICROPROCESSADORES e posteriormente fez PÓS GRADUAÇÃO em Segurança do TRABALHO. Portanto de posse de 2 ( dois ) títulos de ENGENHEIRO - Deve ser chamado de DOUTOR EM ENGENHARIA ? Ou voces pensam que me acha inferior ? Alias me considero SUPERIOR , pois conhece DEIRO ( por ser AUTODIDATA ) o suficiente para conversar com BACHAREIS em DIREITO . O que voces tem a falar ? SOU DOUTOR , então ?

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  67. ADVOGADO: DOUTOR POR EXCELÊNCIA
    O título de doutor foi concedido aos advogados por Dom Pedro I, em 1827. Título este que não se confunde com o estabelecido pela Lei nº 9.394/96 (Diretrizes e Bases da Educação), aferido e concedido pelas Universidades aos acadêmicos em geral.
    A Lei de diretrizes e bases da educação traça as normas que regem a avaliação de teses acadêmicas. Tese, proposições de idéias, que se expõe, que se sustenta oralmente, e ainda inédita, pessoal e intransferível.
    Assim, para uma pessoa com nível universitário ser considerada doutora, deverá elaborar e defender, dentro das regras acadêmicas e monográficas, no mínimo uma tese, inédita. Provar, expondo, o que pensa.
    A Lei do Império de 11 de agosto de 1827: “ cria dois cursos de Ciências Jurídicas e Sociais; introduz regulamento, estatuto para o curso jurídico; dispõe sobre o título (grau) de doutor para o advogado”. A referida Lei possui origem legislativa no Alvará Régio editado por D. Maria I, a Pia (A Louca), de Portugal, que outorgou o tratamento de doutor aos bacharéis em direito e exercício regular da profissão, e nos Decreto Imperial (DIM), de 1º de agosto de 1825, pelo Chefe de Governo Dom Pedro Primeiro,
    e o Decreto 17874A de 09 de agosto de 1827 que: “Declara feriado o dia 11 de agosto de 1827”. Data em que se comemora o centenário da criação dos cursos jurídicos no Brasil. Os referidos documentos encontram-se microfilmados e disponíveis para pesquisa na encantadora Biblioteca Nacional, localizada na Cinelândia (Av. Rio Branco) – Rio de Janeiro/RJ. A Lei 8.906 de 04 de julho de 1994, no seu artigo 87 (EOAB – Estatuto da OAB), ao revogar as disposições em contrário, não dispôs expressamente sobre a referida legislação. Revoga-la tacitamente também não o fez, uma vez que a legislação Imperial constitui pedra fundamental que criou os cursos jurídicos no país. Ademais, a referida legislação Imperial estabelece que o título de Doutor é destinado aos bacharéis em direito devidamente habilitados nos estatutos futuros. Sendo assim, basta tecnicamente para ostentar o título de Doutor, possuir o título de bacharel em direito e portar a carteira da OAB, nos termos do regulamento em vigor.

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  68. O título de doutor foi outorgado pela primeira vez no século XII aos filósofos – DOUTORES SAPIENTIAE, como por exemplo, Santo Tomás de Aquino, e aos que promoviam conferências públicas, advogados e juristas, estes últimos como JUS RESPONDENDI. Na Itália o advogado recebeu pela primeira vez título como DOCTOR LEGUM, DOCTORES ÉS LOIX. Na França os advogados eram chamados de DOCTORES CANONUM ET DECRETALIUM, mais tarde DOCTORES UTRUISQUE JURIS, e assim por diante em inúmeros outros países. Pesquisa histórica creditada ao digníssimo Doutor Júlio Cardella (tribuna do Advogado, 1986, pág.05), que considera ainda que o advogado ostenta legitimamente o título antes mesmo que o médico, uma vez que este, ressalvado o seu imenso valor, somente recebeu o título por popularidade.
    E mais além, para àqueles que a Bíblia detém alguma relevância histórica, são os juristas, àqueles que interpretavam a Lei de Móises, no Livro da Sabedoria, considerados doutores da lei.
    Não obstante, o referido título não se reveste de mera benesse monárquica. O exercício da advocacia consubstancia-se essencialmente na formação de teses, na articulação de argumentos possíveis juridicamente, em concatenar idéias na defesa de interesses legítimos que sejam compatíveis com o ordenamento jurídico pátrio. Não basta, portanto, possuir formação intelectual e elaborar apenas uma tese. “Cada caso é um caso”. As teses dos advogados são levadas à público, aos tribunais, contestadas nos limites de seus fundamentos, argumentos, convencimento, e por fim julgadas à exaustão. Se confirmadas pela justiça, passam do mundo das idéias, para o mundo real, por força judicial. Não resta dúvida que a advocacia possui o teor da excelência intelectual, e por lei, os profissionais que a exercem devem ostentar a condição de doutores. É o advogado, que enquanto profissional do direito, que deve a si mesmo o questionamento interior de estar à altura de tão elevada honraria, por mérito, por capacidade e competência, se distinto e justo na condução dos interesses por Ele defendido. Posto que apreendemos no curso de direito que uma mentira muitas vezes dita aparenta verdade. Mas na sua essência será sempre mentira.
    Não é difícil encontrar quem menospreze a classe dos advogados, expurgando dos seus membros o título legítimo de Doutor. Mas é inerente a capacidade intelectual compreender que o ignorante fala, e só, nos domínios dos conhecimentos seus, e, portanto, não detém nenhum domínio.
    Apenas energia desperdiçada inutilmente! A jóia encravada no seu crânio é estéril.
    As razões de direito e argumentos jurídicos aduzidos, fincam convicção de que ostentar o título de doutor, para o advogado é um direito, e não uma mera benevolência. Tal raciocínio nos conduz a conclusão de que o título acadêmico e o título dado à classe advocatícia não se confundem, possuem natureza diversa. E sustentar qualquer um dos dois é sem dúvida um ato de imensa coragem e determinação. Exige do ser humano o mínimo de capacidade intelectual em concatenar idéias, assimilar conhecimentos, fatos e atos, correlacionar, verbalizar, o todo, a parte... etc. Melhor ir além...e no caso do advogado, sem dúvida, exige mais... independência de caráter, isenção, continuidade, credibilidade, responsabilidade. Aos doutores advogados por tanto e tanto, deve-se, seguramente, elevada estima e grande consideração, por entregarem suas vidas profissionais à resolução de conflitos de interesses, dando muitas vezes a casos insolúveis, admirável solução.

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  69. Só uma perguntinha: se eu quiser tratar MEU CACHORRO de Doutor, quem é que tem alguma coisa a ver com isso? Quem é que vai me impedir? Eu chamo de doutor quem eu quiser chamar assim, como chamo de senhor quem eu quiser chamar de senhor. São formas de tratamento, que usamos ou não, conforme queiramos ou não expressar um deferência especial pela pessoa a quem nos dirigimos, ou de quem falamos. O grau acadêmico de Doutorado, obviamente, é outra história, e só quem realmente o conquistou é que pode declará-lo. Mas o fato é que a PALAVRA "doutor" tem mais de uma acepção, e ninguém vai mudar isso. Usamos o termo, ou não usamos, do modo como quisermos.

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  70. Fiz doutorado e o conclui seguindo todas as exigências definidas pelas melhores universidades federais do país. Para ingressar neste doutorado tive de me submeter a uma seleção pública, concorrendo com vários, tive de passar por avaliação escrita, avaliação de produtividade acadêmico-científica (quantos trabalhos já publiquei e qual o impacto - QUALIS), ainda nesta seleção, na etapa seguinte, tive de apresentar a uma banca em sessão aberta minha proposta de trabalho sendo sabatinado também pelos presentes. A maioria dos programas de doutorado exige dedicação exclusiva para isso costuma ser cedida uma bolsa, de valor bem restrito. Eu e minha família tivemos de passar por várias contenções de despesa para poder alcançar o objetivo maior de Doutoramento. Durante os quatro anos seguintes, convivendo com a pressão da instituição de fomento para concluir em três anos, tive de passar por duas qualificações (exigência do programa de pós-graduação), novamente tendo de provar a relevância de meus estudos. Somente pude defender quando meu trabalho foi finalmente publicado em revista(s)/paper(s) de impacto (QUALIS). Foram muitas as dificuldades e privações que, junto com minha família, tive de passar. Muitas noites em claro, muitos finais de semana distante dos filhos. Simplesmente dizer que foram quatro anos não é suficiente para traduzir o tamanho do esforço empreendido neste interstício. A importância de minha Tese para ciência/sociedade foi avaliada por uma banca de doutores com conhecimento comprovado na área e em uma audiência pública amplamente divulgada. Cada membro da banca deveria ter um tempo mínimo de experiência de cinco anos. Entretanto, posso dizer que a defesa do trabalho foi a parte mais fácil de todos esse processo. Já Doutor passei algum tempo sem garantias profissionais, ligado ao mesmo departamento de pesquisa e dando continuidade ao trabalho realizado no meu doutorado. O pronome/título só era utilizado nos momentos que exigiam comprovação de titulação para participação em bancas, submissão de projetos e inscrição em concursos acadêmicos. Atualmente sou professor de uma universidade pública federal, passei por um processo similar ao citado no ingresso do doutorado. Na placa fixada na porta de meu gabinete, da mesma forma que nas portas dos demais colegas, também doutores, temos somente a identificação de Professores. Tenho amigos médicos e advogados de grande estima os quais carrego verdadeira admiração à forma profissional e a conduta ética que dedicam à sociedade. Não são doutores e o título nunca os fez falta, pois são muito competentes em suas áreas. Com certeza, se e quando tiverem a chance (e quiserem) irão fazer um doutorado. Não nos tratamos como doutores e nunca os vi exigindo e nem utilizando essa titulação em suas apresentações (cartões, placas ou outros).
    Portanto, não me sinto bem em tratar outros profissionais advogados como doutor fulano ou sicrano simplesmente por que não são doutores, mas sendo sincero, por força da tradição, vez por outra me dirijo a algum médico por doutor. Acho também que, pelo fato de encontrar muitos médicos e cooperar com alguns em suas pesquisas de mestrado e doutorado, existe uma maior chance de acertar em um médico doutor. Também não teria nenhum problema em me dirigir ao advogado em uma em sessão jurídica por sua excelência.

    O errado é errado mesmo que todo mundo esteja fazendo.
    O certo é certo mesmo que ninguém esteja fazendo.

    As tradições mudam e o mérito deve ser dados aos que fizeram por merecer.

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  71. Inveja é um sentimento mesquinho, pequeno e de pessoas frustradas. Aplausos para quem fizer Doutorado, raríssimas pessoas neste Brasil conseguem. Mas, médico é doutor e advogado também. O desrespeito com os costumes e tradições faz com que a sociedade esqueça tudo que aprendeu e adquiriu através dos tempos. Revolucionários são aqueles que trazem pensamentos novos, mas retirados e embasados em acúmulos de conhecimento de outras gerações, aprimorando e buscando novas soluções. Chega de hipocrisia, façam Doutorado ou Direito ou Medicina que terei o prazer de chamá-los de Doutores sem o menor constrangimento. Até lá, um abraço para todos os Senhores e Senhoras, que não são menos importantes por não poderem ser chamados de Doutores, mas estes são apenas as três hipóteses acima descritas.

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  72. Quanta mediocridade afirmar que um curso superior é mais difícil do que outro. Mais medíocre é aquele que estudou no exterior achar sabe mais do que um profissional de área totalmente diferente! Ainda que sujeitos assim tenham realizado os dois cursos superiores mais citados nos comentários acima não poderiam comparar o nível de dificuldade de duas ciências totalmente distintas, pois o critério que deve ser utilizado em tal comparação é a afinidade do indivíduo com a ciência cursada. O ser humano é dotado de diversas habilidades, mas não todas (exceto alguns gênios). Prova disto é que um engenheiro que eu conheço, por sinal, mais humilde do que muitos que comentaram por aqui, mas, nem por isso, menos competente, certa vez, disse-me que levou uma "surra" para entender as aulas de direito que lhes foram ministradas na sua graduação de engenharia, o que certamente não ocorreu nas disciplinas de exatas. Felizmente, reconheço que o esforço hercúleo dele rendeu uma nota dez. Quanto ao maior tempo estudando no exterior, da mesma forma que o indivíduo que comentou presume que é o único neste País que estudou e, por isso, é mais competente até mesmo em comparação com um profissional de outra área (quanta modéstia em uma pessoa só), presumo eu que tal indivíduo não fez mais do que a sua obrigação de aproveitar uma oportunidade que a maioria gostaria de ter, mas não a tem porque é pobre, trabalha para concluir com muito sacrifício pelo menos a graduação ou sofre de qualquer outra dificuldade. Mas, como disse, é apenas presunção, porque eu apenas fui instada a "julgar" algumas pessoas que julgaram muitos profissionais sem lhes dar direito à defesa. Portanto, antes de menosprezar um profissional, é de bom alvitre perguntar se um engenheiro bem preparado no seu mister poderá com sua formação defender a si mesmo em um processo, educar os seus filhos, curar suas enfermidades, elaborar um roteiro de filme brilhante para entreter-se e a seus amigos, costurar as próprias roupas, cultivar os próprios alimentos ou fabricar o papel higiênico para limpar o que vocês já sabem!

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  73. Eu sou a Dra. Ana e não sou médica e nem advogada! Sou farmacêutica! Tirei licenciatura e mestrado.

    Em Portugal todos são "Dr."desde que tenham uma licenciatura. Depois quem tem mestrado pode ser chamado de "Dr." ou de "Mestre" e quem tira doutoramento é "Doutor" (palavra inteira). Entenderam??

    Só trato pessoas por "Dr." se tiverem mesmo doutoramento. Com o mesmo grau académico que eu só trato por "Dr." se a pessoa também me tratar por "Dra."

    Acho mal no Brasil tratarem por "Dr." apenas os médicos e advogados. A maioria tem apenas licenciatura e isso todo o mundo tem hoje em dia! Pelo menos na Europa e nos EUA...

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  74. Eu gostaria de ser chamado de "coronel" .
    Pois só tenho formação em Ciências Contábeis , e Pós Graduação em Engenharia Econômica.
    AH! E vou morrer como todo mundo. Com ou sem título.
    Desculpem minha ignorância.

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  75. Quanta mediocridade afirmar que um curso superior é mais difícil do que outro. Mais medíocre é aquele que estudou no exterior achar sabe mais do que um profissional de área totalmente diferente! Ainda que sujeitos assim tenham realizado os dois cursos superiores mais citados nos comentários acima não poderiam comparar o nível de dificuldade de duas ciências totalmente distintas, pois o critério que deve ser utilizado em tal comparação é a afinidade do indivíduo com a ciência cursada. O ser humano é dotado de diversas habilidades, mas não todas (exceto alguns gênios). Prova disto é que um engenheiro que eu conheço, por sinal, mais humilde do que muitos que comentaram por aqui, mas, nem por isso, menos competente, certa vez, disse-me que levou uma "surra" para entender as aulas de direito que lhes foram ministradas na sua graduação de engenharia, o que certamente não ocorreu nas disciplinas de exatas. Felizmente, reconheço que o esforço hercúleo dele rendeu uma nota dez. Quanto ao maior tempo estudando no exterior, da mesma forma que o indivíduo que comentou presume que é o único neste País que estudou e, por isso, é mais competente até mesmo em comparação com um profissional de outra área (quanta modéstia em uma pessoa só), presumo eu que tal indivíduo não fez mais do que a sua obrigação de aproveitar uma oportunidade que a maioria gostaria de ter, mas não a tem porque é pobre, trabalha para concluir com muito sacrifício pelo menos a graduação ou sofre de qualquer outra dificuldade. Mas, como disse, é apenas presunção, porque eu apenas fui instada a "julgar" algumas pessoas que julgaram muitos profissionais sem lhes dar direito à defesa. Portanto, antes de menosprezar um profissional, é de bom alvitre perguntar se um engenheiro bem preparado no seu mister poderá com sua formação defender a si mesmo em um processo, educar os seus filhos, curar suas enfermidades, elaborar um roteiro de filme brilhante para entreter-se e a seus amigos, costurar as próprias roupas, cultivar os próprios alimentos ou fabricar o papel higiênico para limpar o que vocês já sabem!

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  76. Franklin Stem Santos da Silva20 de março de 2014 20:55

    SALÁRIO DIGNO PARA TODOS
    A verdade é que deveria ter respeito e valorização dos nossos profissionais, salário digno é assim:
    Graduado... Dr. Médico - 100%
    Graduado... Dr. Enfermeiro - 70% do Dr. Médico
    Graduado... Outros Doutores da saúde 70% do Dr. Enfermeiro

    Nível Médio – Técnico de Enfermagem ou outros da saúde - 50% dos outros Doutores da saúde
    Ensino fundamental – Auxiliar de Enfermagem ou outros da saúde - 70% do Técnico de Enfermagem ou outros da saúde.

    30 HORAS JÁ: ENFERMAGEM E TODOS – ÁREA DE SAÚDE




    ... xxx ... xxx ... xxx ... XXX ... xxx ... xxx ... xxx ...




    Os 10 MANDAMENTOS DOS DOUTORES: MÉDICOS E ENFERMEIROS

    1 - Se você não sabe o que tem, dá VOLTAREN;

    2 - Se você não entende o que viu, dá BENZETACIL;

    3 - Apertou a barriga e fez 'ahhnnn', dá BUSCOPAN;

    4 - Caiu e passou mal, dá GARDENAL;

    5 - Tá com uma dor bem grandona? Dá DIPIRONA;

    6 - Se você não sabe o que é bom, dá DECADRON;

    7 - Vomitou tudo o que ingeriu, dá PLASIL;

    8 - Se a pressão subiu, dá CAPTOPRIL;

    9 - Se a pressão deu mais uma grande subida, dá FUROSEMIDA!

    10 - Chegou morrendo de choro, ponha no SORO.

    ...e mais...

    Arritmia doidona dá AMIODARONA...

    Pelo não, pelo sim, dá ROCEFIN.

    ...e SE NADA DER CERTO, NÃO TEM NEUROSE...
    ...DIGA QUE:

    É SÓ ESSA NOVA VIROSE!!!

    Parece brincadeira, mas... É verdade!

    (Recebido por e-mail - Autor Desconhecido)

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  77. em resumo toda essa discussão para enteder que o decreto imperial não foi revogado ate hoje e nem sera revogado, que sim que não, esta escrito no decreto que tem o respeito de ser doutor, e o resto tem aprender mais. ou revogar o imperio do brasil. artigo 5º inciso iv da cr 1988

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  78. Nossa gente. Tá certo que existem muitos advogados e médicos que se acham os donos do mundo. Mas deixem-os no mundinho deles. Parece até que vocês estão com inveja. No caso dos advogados ainda dá pra entender, pois é uma questão de Constituição Federal. Os médicos, uma questão de tradição. Agora, e o resto que faz doutorado? Dr. em engenharia da pesca, Dr. em Administração pública, Dr. em pqp kkkkkkkk só rindo mesmo. Doutor é só pra médicos e pra profissionais da área do Direito. O restante se quiser pode chorar ou morrer de inveja kkkk

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  79. Pior que isso é o sentimento de inferioridade. Pois muitos, apesar do titulo de doutor pela academia o fizeram aos troncos e barrancos. Temos uma educação deficiente. E o que realmente conta é a competência do profissional. Seu histórico como tal. A vergonha está em fazer parte de uma sociedade que se sente inferior a chamar um advogado de doutor, quando na verdade não deixa de fazer-lo quando necessitam de seus serviços. Além disso, doutores da academia são mais uma especie de moldura que um ser civilizado diante seu titulo. Então, façam sua parte, e deixem de questionar algo que é mais antigo que sua própria vidinha. Caso ainda insistam nisso, sugiro que entrem com um processo contra a constituição e solicitem a alteração desse titulo, puramente por sentir que isso inferioriza a sociedade como um todo! Quando na verdade a maioria não tem qualificação alguma para ser chamado nem de gente!!!! Ass. Professora!

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  80. Doutor é quem faz doutorado. Tanto no sentido da palavra quanto na etimologia, como reguladores e guardiões da constituição devem utilizar o tratamento devido e não o requerido. Título é uma coisa que se conquista e não que é empregado.
    Há uma grande diferença quando nós, simples cidadãos, temos o DIREITO de decidir ser consultado por um Médico ou por um Doutor em Medicina, assim como podemos contratar um Engenheiro ou um Doutor em Engenharia.
    O título diferencia sim a sua formação acadêmica assim como os que se formam em bacharelado ou licenciatura.
    A sua formação lhe concede o seu título de direito e não podemos aplicar em casos diversos, pois se isso conferir poderemos chamar de médicos todos aqueles que aplicam seus "conhecimentos" de cura sem passar pela faculdade.
    Bom já que o título de Médico, Advogado, Dentista... foram conquistados, o mesmo vale para o doutorado.

    A Lei de 11 de agosto de 1827, responsável pela criação dos cursos jurídicos no Brasil, em seu nono artigo diz com todas as letras: "Os que frequentarem os cinco anos de qualquer dos Cursos, com aprovação, conseguirão o grau de Bachareis formados. Haverá tambem o grau de Doutor, que será conferido àqueles que se habilitarem com os requisitos que se especificarem nos Estatutos que devem formar-se, e só os que o obtiverem poderão ser escolhidos para Lentes".

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  81. Qualquer um, com ou sem doutorado, que faça questão de ser chamado de doutor é patético. Pessoas são pessoas e só.

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  82. Sugiro que leiam a RESOLUÇÃO COFEN-256/2001, de 12 de julho de 2001. Em seu Art. Primeiro, lê-se: " Autorizar aos Enfermeiros, contemplados pelo art 6, incisos I, II, III, IV, da Lei 7.498/86, o uso do título de Doutor.

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